Novo dicionário da língua portuguesa by Cândido de Figueiredo
10. Cf. G. Vicente, _Auto da Índia_.
13330 words | Chapter 18
*Calecut*,
cidade da costa occidental da Índia. Cf. Filinto, _Vida de D. Man._, I, p.
253.
*Calecute*,
Fórma preferível a _Calecut_. Cp. _Calecut_. Cf. _Hist. dos Port. no
Malabar_, p. 91.
*Calicut*,
(v. _Calecut_)
*Çamatra*,
Outra fórma, talvez a mais exacta, de _Samatra_. Cf. _Not. para a Hist. e
Geogr._, II, p. 375; Barros, _Déc._ III, liv. V, cap. 1; Couto, _Déc._ IV,
liv. III, cap. 1.
*Cambodja*,
Fórma bárbara de _Camboja_.
(V. _Camboja_)
*Camboja*,
rio e região da Ásia meridional.
*Cambraia*,
cidade da França.
(Fr. _Cambray_)
} *Cambray*,
(v. _Cambraia_)
*Camchatca*,
grande península da Sibéria oriental.--A fórma _Kamtchatka_, usada por
geógraphos, não se justifica em português.
*Çamora*, (e não *Samora*)
cidade da Espanha. Cf. R. Pina, _Aff. V_, c. CLXXX.
(Cast. _Zamora_)
*Çamora-Correia*,
villa do districto de Santarém.
(Usa-se _Samora-Correia_, incorrectamente. Cp. _Çamora_)
*Canaan*, (e não *Chanaan*)
Designação antiga daquella parte da Palestina, que ficava a Oéste do
Jordão.
(Lat. _Canaan_)
*Çanagá*,
o mesmo _ou_ melhór que _Senegal_. Cf. Barros, _Déc._, (_passim_)
*Çanagal*,
o mesmo _ou_ melhór que _Senegal_.
*Candahar*,
cidade do Afeganistão, conhecida dos chronistas portugueses por _Candar_.
(V. _Candar_)
*Candar*,
o mesmo _ou_ melhór que _Candahar_. Cf. Barros, _Déc._ IV, liv. IV, cap. 1.
*Canosa*,
cidade italiana, antigamente _Canúsio_.
} *Cantorbery*,
(v. _Cantuária_)
*Cantuária*,
_f._
Cidade inglesa, antiga capital do reino de Kent.
(Em ingl. _Cantorbery_)
*Canúsio*,
Nome antigo de _Canosa_. Cf. _Lusíadas_, IV, 20.
(Lat. _Canusium_)
*Çaragôça*,
_f._
Cidade da Espanha.
Bôa e antiga orthogr. Cf. _Eufrosina_, act. I, sc. 2; Filinto, _Vida de D.
Man._, I, p. 61.
*Cária*,
província da Ásia-Menor.
(Lat. _Cária_)
*Carmânia*,
antiga província da Pérsia. Cf. _Lusíadas_, IV, 65.
(Nos livros modernos, _Kerman_)
(Lat. _Carmania_)
*Carnac*, (e não *Karnak*)
aldeia egýpcia, situada onde foi Thebas. Cf. Freund, vb. _Thebae_.
*Cárpathos*,
cadeia de montanhas, ao norte da Hungria.
*Cárpatos*,
cadeia de montanhas, ao norte da Hungria.
*Carpella*,
cabo da Carmânia, o mesmo que _Jasque_. Cf. _Lusíadas_, X. 105.
*Cartum*,
capital do Sudão egýpcio.
*Casével*,
povoação portuguesa.
*Castello-Branco*,
cidade da Beira-Baixa.
Em documentos antigos lê-se _Castelbranco_. Cf. _Port. Mon. Hist._, 566.
*Catgão*,
cidade da Índia. Cf. _Lusíadas_, X, 121.
(Nos mappas modernos, _Chitagong_)
*Cauchinchina*,
o mesmo _ou_ melhór que _Cochinchina_. Cf. _Lusíadas_, X, 129.
*Cebta*,
o mesmo que _Ceita_.
*Ceia*,
Hoje, fórma usual que se dá ao nome de uma villa da Beira-Baixa.
O lat. bárbaro dizia _Sena_ e os nossos escritores antigos escreviam
_Seia_. Cf. Herculano, _Hist. de Port._ O _S_ não soava como _C_, e
portanto devemos suppor que escrita exacta é _Seia_.
*Ceilám*,
(outra fórma de _Ceilão_). Cf. _Not. para a Hist. e Geogr._, II, 353.
*Ceilão*, (e não *Ceylão*)
grande ilha do mar das Índias. Cf. _Hist. dos Port. no Malabar_, 112;
_Not. para a Hist. e Geogr._, tomo V; _Lusíadas_, X, 107.
*Ceita*,
Antiga designação portuguesa de _Ceuta_.
*Cepta*,
Fórma antiga de _Ceuta_. Cf. Barros, _Déc._; R. Pina, _João II_; Azurara,
_Chrón. de D. Pedro_; etc.
*Cérigo*,
ilha do Mediterráneo, ao Sul da Grécia, antigamente _Cythera_.
(Cp. _Cythera_)
*Cernache*,
Nome de duas povoações portuguesas.
Parece que a fórma _Cernache_ é a mais exacta; é pelo menos a mais antiga.
Cf. L. Cardoso, _Diccion. Geogr._
*Cernancelhe*, (_cê_)
villa da Beira-Alta.
Tem-se usado as duas variantes; _Cernancêlhe_ porém é mais antiga e talvez
mais exacta.
*Ceuta*,
promontório e cidade forte na costa setentrional da África.
Fórma antiga, _Cepta_.
*Cevennas*, (e não *Cevennes*)
montes de França.
(Do lat. _Cevenna_ ou _Cebenna_)
} *Cevennes*,
Nome francês dos _Cevennas_.
*Chad*,
grande lago da África.--A orthogr. _Tchad_, usada por geógraphos, não se
justifica em português.
*Champá*,
costa da Arábia, a Sudoéste. Cf. _Lusíadas_, X, 129.
(Em livros modernos, _Tsiampá_)
*Champanha*,
região do norte da França.
(Fr. _Champagne_)
*Changhai*,
(v. _Xangai_)
*Chatigão*,
o mesmo que _Catigão_.
*Chaves*,
villa trasmontana.--A fórma archaica era _Chávias_. Cf. _Portug. Monum.
Hist._, 686. A terminação _as_ harmonizava-se mais com a etym. _flávias_
(águas).
} *Cherbourg*,
(v. _Cherburgo_)
*Cherburgo*,
cidade e pôrto da França.
*Chile*,
nação hispano-americana.
*Chíli*,
(v. _Chile_)
*Chiraz*,
Fórma afrancesada, indiscretamente usada por alguns, em vez de _Xiraz_.
(V. _Xiraz_)
*Chire*, (v. _Xire_)
} *Chittagong*,
(v. _Catigão_)
*Choramândel*,
costa oriental da Índia.
*Coramândel*,
costa oriental da Índia.
*Chypre*,
ilha do Mediterrâneo.
A fórma, hoje usual, é _Chypre_, á francesa; mas a fórma exacta, em
português, é _Cypro_ ou _Cipro_.
(Lat. _Cyprus_)
*Cinfães*, (e não *Sinfães*)
villa da Beira-Alta.
Em documentos do séc. XI, _Cinfanes_ e _Cimphanes_.
*Cingapura*,
o mesmo _ou_ melhór que _Singapura_. Cf. Barros, _Déc._ II, liv. VI, cap.
1; _Lusíadas_, X, 125.
Cidade e ilha da Ásia.
*Cintra*,
villa do districto de Lisbôa.--Antigamente, pelo menos até o século XVII,
só se usou a fórma _Sintra_ e ás vezes _Sintria_ ou _Syntria_, o que é
poderoso argumento contra a fórma moderna _Cintra_, visto que o _C_ e _S_
iniciaes se não confundiam na pronúncia como hoje.
Cp. _Ceia_.
*Cipro*,
o mesmo _ou_ melhór que _Chipre_. Cf. _Lusíadas_, V, 5; X, 48.
ilha do Mediterrâneo.
A fórma, hoje usual, é _Chypre_, á francesa; mas a fórma exacta, em
português, é _Cypro_ ou _Cipro_.
(Lat. _Cyprus_)
*Clarença*,
cidade da Moreia.
(Fr. _Clarence_)
*Coblença*,
cidade da Prússia.
} *Coblentz*,
(v. _Coblença_)
*Cochinchina*,
região asiática, na península Indo-China.
(Cp. _Cauchinchina_)
*Çocotorá*,
o mesmo _ou_ melhór que _Socotorá_. Cf. _Not. para a Hist. e Geogr._, tomo
II, (_Livro de Duarte Barbosa_).
Ilha do mar das Índias.
*Çofala*,
o mesmo _ou_ melhór que _Sofala_. Cf. _Not. para a Hist. e Geogr._, II.,
162 e 233; Filinto, _Vida de D. Man._, I, 379; Barros, _Déc._ I, liv. IV,
cap. 3.
*Colombo*,
Fórma errada, algures usada em vez de _Columbo_.
(V. _Columbo_)
*Columbo*, (e não *Colombo*)
cidade de Ceilão. Cf. Couto, _Déc._, (_passim_); _Lusíadas_, X, 51.
*Comori*,
o mesmo que _Comorim_. Cf. _Lusíadas_, X, 107.
*Comorim*,
(v. _Cori_). Cf. _Lusíadas_, X, 65.
*Conca*,
serra _ou_ serras da Espanha: «..._o Tejo..., que das serras de Conca vem
manando_...» _Lusíadas_, IV, 10.
(Cast. _Cuenca_)
*Conisberga*,
cidade da Prússia.
*Constantinopla*,
capital da Turquia.
Os antigos escreviam _Constantinópola_, que é orthogr. mais exacta. Cf.
Couto, _Déc._ IV, liv. VIII, cap. 9.
*Constantinópola*,
o mesmo _ou_ melhór que _Constantinopla_.
*Coraçan*, (e não *Khorassan*)
região da Pérsia.--Podia, e deveria, escrever-se _Coração_, mas esta
escrita sería um tanto prejudicada pela homophonia do substantivo commum,
_coração_.
*Coraçone*,
o mesmo _ou_ melhór que _Coraçan_. Cf. _Peregrinação_, CXXIV.
*Cori*,
cabo meridional do Indostão, conhecido geralmente por _Comorim_. Cf.
_Lusíadas_, X, 107.
} *Cornouailles*,
Fórma francesa de _Cornualha_.
*Cornualha*,
condado da Inglaterra.
(Ingl. _Cornwall_)
*Coromandel*,
(v. _Choramândel_)
*Coulão*,
cidade marítima do Malabar. Cf. _Lusíadas_, VII, 35.
(Em livros modernos _Culan_)
*Covilhã*,
cidade da Beira-Baixa.
*Covilhan*,
cidade da Beira-Baixa.
*Crato*,
villa do Alentejo.
Fórma archaica, _Ocrate_. Cf. _Portug. Monum. Hist._, 624.
*Çuaquém*,
o mesmo _ou_ melhór que _Suaquém_. Cf. _Lusíadas_, X, 97.
} *Cuenca*,
(v. _Conca_)
*Çuez*,
(Cp. _Suez_)
*Cuiabá*,
cidade de Mato-Grosso, no Brasil.
(Fórma usual, mas injustificável, _Cuyabá_)
} *Culan*,
(v. _Coulão_)
*Çunda*,
Outra fórma de _Sunda_. Cf. _Not. para a Hist. e Geogr._, II, p. 375.
*Çurate*,
o mesmo _ou_ melhór que _Surate_. Cf. _Not. para a Hist. e Geogr._, II, p.
280.
Cidade da Índia Inglesa.
*Çurrate*,
o mesmo que _Surate_.
} *Cutch*,
(v. _Jaquete_)
*Cuyabá*,
(v. _Cuiabá_)
*Cypro*,
o mesmo _ou_ melhór que _Chypre_. Cf. _Lusíadas_, V, 5; X, 48.
ilha do Mediterrâneo.
A fórma, hoje usual, é _Chypre_, á francesa; mas a fórma exacta, em
português, é _Cypro_ ou _Cipro_.
(Lat. _Cyprus_)
*Cythera*,
o mesmo que _Cérigo_. Cf. _Lusíadas_, I, 100.
*Cyzica*,
Fórma disparatada, mal traduzida do fr. _Cyzique_, e que apparece em
livros nossos, em vez de Cýzico.
*Cýzico*,
antiga e célebre cidade da Ásia-Menor.
(Lat. _Cyzicum_)
D
*Dahomé*, (e não *Dahomey*)
região da Nigrícia marítima, sôbre a costa dos Escravos.
*Dardânia*,
o mesmo que _Tróia_. Cf. _Lusíadas_, III, 57.
(Lat. _Dardânia_)
*Decám*, (e não *Dekan*)
a parte meridional da Índia, aquém do Ganges. Cf. _Hist. dos Port. no
Malabar_, 95 e 98.
*Decan*, (e não *Dekan*)
a parte meridional da Índia, aquém do Ganges. Cf. _Hist. dos Port. no
Malabar_, 95 e 98.
*Decão*, (e não *Dekan*)
a parte meridional da Índia, aquém do Ganges. Cf. _Hist. dos Port. no
Malabar_, 95 e 98.
*Delhi*,
(v. _Deli_)
*Deli*, (e não *Delhi*)
grande cidade do Indostão. Cf. D. Lopes, _Chron. dos Reis de Bisnaga_, p.
XXI; Barros, _Déc._ I, liv. IV, cap. 7.
*Dio*,
ilha do mar das Índias, como uma cidade do mesmo nome. Cf. Filinto, _Vida
de D. Man._, II, 117; _Déc._ II, liv. II, cap. 9; _Lusíadas_, II, 50; X,
35, 60, 61, 62, 64 e 67.
*Diu*,
(v. _Dio_)
} *Djask*,
(v. _Jasque_)
} *Djeddah*,
(v. _Gidá_)
} *Djelum*,
(v. _Hydaspes_)
} *Dniéper*,
(v. _Borýsthenes_)
} *Dniepre*,
(v. _Borýsthenes_)
*Dófar*,
cidade e pôrto da Arábia. Cf. _Lusíadas_, X, 101; Barros, _Déc_,
(_passim_).
(Em livros modernos, _Doufar_)
*Doiro*,
rio, que nasce em Espanha e atravessa Portugal, banhando o Pôrto.
Melhor orthogr. que _Douro_: «..._e desy pela agoa de Doyro a enfesto_.»
D. Dinis, _Foral de Miranda_.
Cp. ant. _Durio_, lat. _Durius_.
*Dórcadas*,
o mesmo _ou_ melhór que _Bissagos_. Cf. _Lusíadas_, V, 11.
*Douro*,
(v. _Doiro_)
*Dresda*,
cidade aleman, capital do reino de Saxe.
} *Dresde*,
(v. _Dresda_)
E
*Edelberga*,
cidade aleman.
*Edimburgo*,
cidade da Escócia.
*Éfeso*,
cidade jónica.
(Lat. _Éphesus_)
*Egades*, (_gá_)
archipélago, junto da Sicília.
(Lat. _Aegátes_)
*Eiriceira*,
Fórma ant. e, ainda hoje, pronúncia pop., de _Ericeira_, villa de Portugal.
} *Elburz*,
(v. _Serra-Cáspia_)
*Emódio*,
o mesmo que _Himalaia_. Cf. _Lusíadas_, XII, 17.
(Lat. _Emodus_)
*Emodo*,
o mesmo que _Himalaia_. Cf. _Lusíadas_, XII, 17.
(Lat. _Emodus_)
*Enxobregas*,
Fórma antiga de _Xabregas_, antigo mosteiro de Lisbôa.
*Épheso*,
cidade jónica.
(Lat. _Éphesus_)
*Erythreu*,
Designação antiga do Oceano Índico.
(Lat. _Erythraeus_)
*Eritreu*,
Designação antiga do Oceano Índico.
(Lat. _Erythraeus_)
} *Erzgebirge*,
(v. _Hércina_)
*Escalda*, (e não *Escaut*)
rio da França, Bélgica e Holanda.
(Fr. _Escaut_)
*Escandinávia*, (e não *Scandinávia*)
península europeia, que compreende a Suécia e a Noruega. Cf. _Lusíadas_,
III, 10.
} *Escaut*, (_escô_)
Nome francês do _Escalda_.
*Exobrega*,
Fórma antiga de _Xabregas_, antigo mosteiro de Lisbôa.
*Escócia*,
grande região ao Norte da Gran-Bretanha.--Em português tem-se escrito
_Escóssia_, de acôrdo com a orthogr. francesa. Entretanto, as tradições
da nossa língua e a anályse do termo inglês, (_Scotland_), além da
latinização _Scotia_, justificam a fórma _Escócia_.
*Escóssia*,
(v. _Escócia_)
*Eslinga*,
cidade austríaca.
*Espanha*,
Fórma exacta e etymológica, em vez de _Hespanha_. Cf. _Inéd. da Hist.
Port._, I, 352.
(Do b. lat. _Spania_)
*Espórades*, (e não *Spórades* e, ainda menos, *Spóradas*)
grupo de ilhas do archipélago das Cýclades.
(Lat. _Spórades_)
} *Essling*,
(v. _Eslinga_)
*Estocolmo*,
Fórma preferível a _Stockolmo_.
*Estrasburgo*,
cidade da Alsácia-Lorena.
*Estremôs*,
Outra fórma de _Extremôz_. Cf. Madureira Feijó, _Orthogr._, p. 14, (2.^a
ed.).
*Estremôz*,
villa do Alentejo.--A fórma _Estremôs_, se pudesse justificar-se uma
aventada etym. lat. _extra muros_, seria a preferível; mas o _z_ final já
apparece em documentos antigos. No _Port. Monum. Hist._, 679, lê-se
_Stremoz_.
(Talvez do mesmo t. ár., que originou _tremoço_, cast. _altramuz_)
*Estugarda*,
cidade aleman. Cf. Vasc. Abreu, _Contos da Índia_.
*Eufrate*,
o mesmo que _Euphrates_. Cf. Filinto, _Vida de D. Man._, III. p. 84.
*Eufrates*,
rio da Ásia.
*Euphrates*,
rio da Ásia.
*Euxino*, (_csi_)
designação antiga do _Mar-Negro_.
F
*Faial*,
uma das ilhas dos Açôres.--A orthogr. _Fayal_ representa uma tradição
insustentável: hoje não se escreve, nem se deve escrever, _faya_. _Fayal_
está no mesmo caso.
} *Fartak*,
(v. _Fartaque_)
*Fartaque*,
cidade e pôrto da Arábia. Cf. _Lusíadas_, X, 100; Barros, _Déc._, etc.
(Em livros modernos, estrangeiros e nossos, _Fartak_)
*Fayal*,
(v. _Faial_, que é a orthogr. correcta).
*Filipinas*,
archipélago da Oceânia.
_Philippinas_ é fórma desusada e pretensiosa, como é _Philippe_, em vez de
_Filippe_ ou _Filipe_ ou _Felipe_, visto que o grupo _ph_ só é mantido, e
ainda mal, em termos eruditos.
*Filippinas*,
archipélago da Oceânia.
_Philippinas_ é fórma desusada e pretensiosa, como é _Philippe_, em vez de
_Filippe_ ou _Filipe_ ou _Felipe_, visto que o grupo _ph_ só é mantido, e
ainda mal, em termos eruditos.
*Finisterra*,
cabo occidental da Espanha, conhecido dantes por _Artabro_.
(Cp. _Artabro_)
*Flandes*,
o mesmo que _Flandres_. Cf. D. Franc. Manuel, _Carta de Guia_, 101.
*Flandres*,
antigo condado, que comprehende hoje duas províncias da Bélgica.
(Cp. _Frandes_)
*Florída*,
península da América do Norte.--Entre nós, chamam-lhe geralmente
_Flórida_, o que é êrro.
_Florída_ lhe chamou o descobridor espanhol, e _Florída_ dizem os
Espanhóes, e assim devemos dizer.
*Fóia*, (e não _Foya_, como se usa)
localidade _ou_ parte da serra de Monchique.--Hoje, o _y_, em palavras
portuguesas, só póde têr por pretexto a origem grega. _Fóia_ não é voc.
grego.
*Fortunadas*,
Designação antiga das ilhas Canárias. Cf. _Lusíadas_, V, 8.
*Frandes*,
o mesmo que _Flandres_. Cf. _Lusíadas_, VI, 56.
G
*Gadrafu*,
Outra fórma de _Guardafui_, que se vê em Barros, _Déc._ I, liv. V, cap. 9.
* *Gálatas*,
antigo povo da Ásia-Menór.
(Lat. _galatae_)
*Galícia*,
parte da monarchia austríaca.
*Galiza*,
grande região a Noroéste da península hispânica.
*Galliza*,
grande região a Noroéste da península hispânica.
*Garonna*, (e não *Garonne*)
rio da França.
(Fr. _Garonne_)
*Garumna*,
Nome antigo do _Garonna_. Cf. _Lusíadas_, III, 16.
*Gasconha*,
(v. _Gascunha_)
*Gascunha*,
região da França, limitada pela Espanha, Atlântico, etc.--Á francesa,
chamam-lhe _Gasconha_.
*Gedrosía*,
região do Balochistão. Cf. _Lusíadas_, IV, 65.
(Em livros de hoje, _Mekran_)
*Genebra*,
cidade da Suíça.
(Lat. _Geneva_)
} *Gênes*,
Nome francês de _Gênova_, insensatamente usado ás vezes em escritos
portugueses.
} *Genève*,
Fórma francesa de _Genebra_.
*Gênova*,
cidade da Itália.
(Lat. _Genua_)
*Germânia*,
Designação antiga da _Alemanha_.
(Lat. _Germania_)
*Gerum*,
outro nome de _Hormuz_. Cf. _Lusíadas_, X, 41.
*Gibraltár*,
praça forte, pertencente aos Ingleses, situada ao sul da Andaluzia.
Estreito, que liga o Atlântico ao Mediterrâneo.--A pronúncia _Gibráltar_,
até hoje muito em voga nas escolas, é inglesada.
A formação da palavra, cujo segundo elemento, _Tarik_, tem _a_ longo, e a
própria pronúncia dos Espanhóes justificam _Gibraltár_.
*Gidá*,
pôrto da Arábia, junto a Meca. Cf. _Lusíadas_, IX, 3.
(Nome estranho ao português, _Djeddah_)
*Goiás*,
região do Brasil.--A fórma _Goyaz_ é usada, mas injustificável.
*Goiaz*,
região do Brasil.--A fórma _Goyaz_ é usada, mas injustificável.
*Golegã*,
villa do districto de Santarém.
*Golegan*,
villa do districto de Santarém.
*Goleta*, (_lê_)
cidade de Tunes.
} *Goulette*,
(v. _Goleta_)
*Gouvéa*,
villa da Beira-Baixa.
*Gouveia*,
villa da Beira-Baixa.
*Goyaz*,
(v. _Goiaz_)
*Grândola*,
villa de Portugal.
*Granobra*,
cidade francesa. Cf. R. Pina, _Aff. V_, c. CXCVII.
} *Grenoble*,
(v. _Granobra_)
*Guadalquivir*,
rio da Andaluzia, conhecido dantes por _Bétis_. Cf. _Lusíadas_, III, 19.
*Guardafui*,
cabo na costa Oriental da África. Barros, _Déc._ I, liv. VII, cap. 2, diz
_Guardafu_.
*Guiana*,
região da América meridional.--_Guyana_ é fórma injustificável.
*Guimarães*,
cidade do Minho.
Há mais duas fórmas: _Guimaraens_, usada por Camillo e outros, e
_Guimarãis_, usada por alguns escritores partidários da simplificação
orthográphica.
*Guipúscoa*,
província espanhola.
*Guipúzcoa*,
província espanhola.
*Guyana*,
(v. _Guiana_)
*Guzarate*,
o mesmo ou melhór que _Guzerate_. Cf. _Not. para a Hist. e Geogr._, II, p.
267.
*Guzerate*,
península da Ásia.
H
} *Hainan*,
Nome francês de _Ainão_.
(V. _Ainão_)
} *Heidelberg*,
(v. _Edelberga_)
*Hélade*,
Nome, com que se designava quási toda a parte continental da Grécia, isto
é, a Áttica, Beócia, Etólia, Acarnania, etc.
(Lat. _Hellas_)
*Helesponto*,
Designação antiga do canal dos Dardanelos.
*Héllada*,
o mesmo que _Héllade_.
(Lat. _Hellada_)
*Héllade*,
Nome, com que se designava quási toda a parte continental da Grécia, isto
é, a Áttica, Beócia, Etólia, Acarnania, etc.
(Lat. _Hellas_)
*Hellesponto*,
Designação antiga do canal dos Dardanelos.
*Hemo*,
montanha, conhecida hoje geralmente por _Balcans_. Cf. _Lusíadas_, III, 12.
*Hércina*,
cordilheira entre a Saxónia e a Bohêmia, a que os Alemães e alguns dos
nossos livros modernos chamam _Erzgebirge_. Cf. _Lusíadas_, III, 11.
*Hérmo*,
rio da Turquia Asiática, indicado em livros nossos, modernos, com o nome
estrangeiro de _Sarabat_. Cf. _Lusíadas_, VII, 11.
(Lat. _Hermus_)
*Hespanha*,
Modernamente, fórma usual, mas a mais injustificável das que designam a
nação comprehendida com Portugal na península ibérica.
Em língua nenhuma se designa essa nação por palavra que comece por _he_:
lat. _Hispania_, b. lat. _Spanía_, ingl. _Spanish_, fr. _Espagne_, cast.
_España_...
(V. _Hispanha_ e _Espanha_)
*Hespérides*,
Designação poética das ilhas de _Cabo-Verde_. Cf. _Lusíadas_, V, 8.
*Hidaspes*,
um dos affluentes do Indo.
(Em livros de hoje, _Djelum_)
*Himalaia*, (e não *Himalaya*)
grande cadeia de montanhas da Ásia central, talvez a mais alta do globo.
*Hímera*, (e não *Himéra*)
antiga cidade da Sicília.
(Lat. _Himera_)
*Hispanha*,
É fórma preferível a _Hespanha_, porque representa a or. latina,
_Hispania_. Entretanto, a palavra veio directamente do b. lat. _Spania_,
que deu o cast. _España_, o fr. _Espagne_, o port. _Espanha_; e portanto
_Espanha_ é ainda preferível a _Hispanha_.
*Hormuz*,
ilha, e cidade, á entrada do Gôlfo-Pérsico. Cf. David Lopes, _Mist. dos
Port. no Malabar_, 72--Alguns escrevem _Ormuz_.
*Hurão*,
grande lago da América do Norte, a que os nossos mappas e geógraphos
chamam _Huron_.
*Huron*,
Fórma estranha de _Hurão_.
*Hydaspes*,
um dos affluentes do Indo.
(Em livros de hoje, _Djelum_)
I
*Ibéro*,
Designação antiga e alatinada do rio _Ebro_. Cf. _Lusíadas_, III, 60.
(Lat. _Ibérus_)
*Ida*,
montanha de Creta, que em mappas modernos figura com o nome de _Kas-Dagh_.
(Lat. _Ida_)
*Ílhavo*,
villa de Portugal.
*Ílio*,
(v. _Tróia_)
*Iocoama*,
cidade japonesa.
} *Ispahan*,
(v. _Ispahão_)
*Ispahão*,
cidade da Pérsia.
*Istro*,
Designação clássica do rio _Danúbio_. Cf. _Lusíadas_, III, 12.
(Lat. _Istrum_)
*Ítaca*,
ilha grega, que em mappas se representa hoje por _Theáki_.
(Lat. _Íthaca_)
*Íthaca*,
ilha grega, que em mappas se representa hoje por _Theáki_.
(Lat. _Íthaca_)
*Iücatão*,
península da América central e um dos Estados da confederação
mexicana.--_Yucatan_ dizem as nossas modernas cartas geográphicas.
J
*Jalof*,
região da Senegâmbia, que em livros modernos se chama _Yolof_. Cf.
_Lusíadas_, V, 10; Barros, _Déc._, etc.
*Jalofo*,
região da Senegâmbia, que em livros modernos se chama _Yolof_. Cf.
_Lusíadas_, V, 10; Barros, _Déc._, etc.
*Jáoa*,
Fórma antiga de _Java_. Cf. Filinto, _Vida de D. Man._, II,
255.--Pronunciava-se _Jáoa_==_Jaua_ (v. _Jáua_), mas os editores de
Barros, (_Déc._ III, liv. III, cap. 7), accentuaram _Jaóa_.
*Jânina*, (e não *Janína*)
cidade da Albânia.
*Jaquete*,
ilha ao norte de Guzarate, representada hoje nos mappas por _Cutch_. Cf.
_Lusíadas_, X, 106; Barros, _Déc._, etc.
*Jasque*,
cabo da Carmânia. Cf. _Lusíadas_, X, 105.
(Em livros modernos, _Djask_)
*Jáua*,
Outra fórma antiga de _Java_. Cf. _Not. para a Hist. e Geogr._, II, p. 375.
*Java*,
uma das ilhas da Sunda.
*Jerumenha*, (e não *Juromenha*)
antiga villa alentejana. Cf. _Chancellaria_ de Filippe I, _Doações_, liv.
XI, fol. 152, (na Tôrre do Tombo).
*Juromenha*,
Fórma usada hoje, mas inexacta, em vez de _Jerumenha_.
(V. _Jerumenha_)
K
*K*,
Esta letra não se escreve em nomes portugueses, mas só naquelles que,
sendo estrangeiros, ainda não foram aportuguesados, como _Kentucky_,
_Kessel_, _Königstein_, _Kyrpoy_, etc.
*Kabul*,
(v. _Cabul_)
} *Kallat*,
(v. _Calaiate_)
*Kamtchatka*,
(v. _Camchatca_)
*Kandahar*,
(v. _Candar).
} *Karnak*,
(v. _Carnac_)
} *Karthoum*,
(v. _Cartum_)
} *Kas-Dagh*,
(v. _Ida_)
} *Kedah*,
(v. _Quedá_)
} *Kerman*,
(v. _Carmânia_)
} *Khorassan*,
(v. _Coraçan_)
} *Königsberg*,
(v. _Conisberga_)
L
*Ládoga*,
lago da Rússia.--A pronúncia usual _Ladóga_ é errónea.
} *Lancaster*,
(v. _Alencastro_)
} *Languedoc*,
(v. _Linguedoque_)
*Lápia*,
_f._
O mesmo que _Lapónia_. Cf. _Lusíadas_, III, 10.
*Lapónia*,
região setentrional da Escandinávia.
(Cp. _Lápia_)
} *Lar*,
(v. _Lara_)
*Lara*,
cidade da Pérsia. Cf. _Lusíadas_, X, 104.
(Em livros nossos de geographia, vemos _Lar_)
*Leão*,
cidade e antigo reino christão da Espanha.
(Cast. _León_)
} *Leipzig*,
(v. _Lípsia_)
} *Leipsick*,
(v. _Lípsia_)
*Léquias*,
ilhas do mar da China.
*Leuctras*,
lugar onde, na Beócia, o thebano Epaminondas derrotou os Espartanos.
(Lat. _Leuctra_ e _Leuctrae_)
} *Leuctres*,
Fórma francesa, perfilhada por alguns entre nós, em vez de _Leuctras_.
} *Lieu-Rieu*,
(v. _Léquias_)
*Linguedoque*,
região francesa.
*Liorne*,
cidade italiana. Cf. R. Pina, _Aff. V_, c. CXXXII.
*Lípara*,
ilha do Mar Tyrrheno.
(Lat. _Lípara_)
*Lípari*,
ilha do Mar Tyrrheno.
(Lat. _Lípara_)
*Lípsia*,
cidade aleman, no reino de Saxe, designada no estrangeiro, e até entre
nós, por _Leipsick_ ou _Leipzig_.
*Lisbôa*,
cidade capital de Portugal.
Fórma antiga, _Lixboa_. Cf. _Inéd. da Hist. Port._, I, 585.
} *Livorno*,
Nome italiano de _Liorne_.
(V. _Liorne_)
*Lousã*,
villa de Portugal. Cf. _Inéd. da Hist. Port._, I, 385.
*Lousan*,
villa de Portugal. Cf. _Inéd. da Hist. Port._, I, 385.
} *Louvain*,
(v. _Lovaina_)
*Louzã*,
(v. _Lousan_)
*Lovaina*,
cidade da Bélgica.
(Fr. _Louvain_)
*Lovânia*,
Outra fórma de _Lovaina_, e preferível a esta. Cf. Rev. _Instituto_,
XLVIII, 61.
*Lovão*,
Fórma antiga de _Lovaina_ e talvez preferível.
*Luca*,
cidade da Itália.--Os francesistas só a conhecem por _Lucques_.
*Lucena*,
cidade alleman.
(B. lat. _Lucena_)
} *Lucques*,
Designação francesa de _Luca_.
} *Lutzen*,
(v. _Lucena_)
M
*Macáçar*, (e não *Macassar*)
antiga cidade da ilha de Celebrés. Cf. Barros, _Déc._ IV, liv. I, cap. 18.
*Macassar*,
(v. _Macáçar_)
*Macau*,
possessão portuguesa a léste da China.--A orthogr. _Macao_ deve
rejeitar-se. Cp. _Manaus_.
*Maçuá*,
villa e pôrto da Abyssínia, a que os francesistas chamam _Massuhá_. Cf.
Filinto, _Vida de D. Man._, III, 270; _Not. para a Hist. e Geogr._, II,
244; Barros, _Déc._ III. liv. X, cap. 1; _Lusíadas_, X, 22.
*Madagáscar*, (e não *Madagascár*)
grande ilha do Oceano Índico, também conhecida por ilha de
_San-Lourenço_.--A pronúncia, hoje usual, ainda é _Madagascár_; mas, que
tal pronúncia é inexacta, provam-no os _Lusíadas_, (X, 137), porque se
lêssemos _Madagascár_, o respectivo verso ficaria errado ou, pelo menos,
defeituosissimo. Mas, dado que esta razão seja discutível, temos que o
voc. é malaio e, nesta língua, não há, em regra, palavras oxýtonas; além
de que, se a palavra fôsse realmente oxýtona _ou_ aguda, os antigos
dobrariam a última vogal, como fizeram em _caa_, _see_, _atee_ etc., por
_cá_, _sé_, _até_, etc., para preencher de alguma fórma a falta de
accentos.
} *Madras*, (*Madrás*)
Nome francês de _Madrasta_, usado ás vezes por francesistas irresponsáveis.
*Madrasta*,
cidade da Índia inglesa.
*Madril*,
o mesmo que _Madrid_, capital da Espanha. Daqui o derivado _madrileno_.
_Loc. pop._
_Vai para os quintos de Madril_. Cf. R. Pina, _Aff. V_, c. CCXI.
*Magadoxo*,
antigo reino da costa oriental da África.--Alguns escrevem _Mogadoxo_, e
Barros _Magadaxo_. Qualquer destas duas fórmas parece inexacta, sendo
talvez a de Barros uma adulteração typográphica, mas repetida.
*Maiçor*,
Legítima e antiga designação portuguesa da cidade indiana, que os modernos
geralmente só conhecem pelo nome francês de _Maïssour_ ou pelo nome inglês
de _Mysore_.
} *Maïssour*,
(v. _Maiçôr_)
(T. fr.)
*Malaca*,
grande península da Ásia meridional.
(Cp. _Áurea-Chersoneso_)
*Maluco*,
Antiga designação genérica do archipélago, que hoje chamamos das
_Molucas_. Se bem que os Ingleses só possuíram estas ilhas por cinco
annos, é possível que o nome de _Molucas_ seja corruptela inglesa do
portuguesíssimo _Maluco_, como _Sumatra_ o foi de _Samatra_ ou _Çamatra_.
Esta supposição é reforçada pelo facto de que M. Severim de Faria, no
_Índice_ das _Décadas_ de Couto, ainda dá o nome de _Malucas_ ás ilhas de
_Maluco_. Cf. _Lusíadas_, IX, 14; Barros, _Dec._, (_passim_).
*Manaus*, ou *Manáos*,
cidade do Brasil. A primeira fórma é preferível, pela desnecessidade _ou_
inconveniência do ditongo _ao_.
*Manchester*, (_Mânchester_, não _Manchéster_)
cidade inglesa.
*Manchúria*,
região da Ásia Central.
} *Mandchourie*,
(v. _Manchúria_)
*Mandovi*,
rio da Índia Portuguesa.
*Mandovim*,
o mesmo _ou_ melhór que _Mandovi_. Cf. _Peregrinação_, XXV.
*Manjúria*,
o mesmo _ou_ melhór que _Manchúria_: «_não é Mandchuria, mas sim Manjúria;
aquelle_ dch _está pelo_ dsch _alemão, expediente de que se servem para
expressar o valor de_ dj _ou_ j». G. Viana, _Apostilas_, vb. _russo_.
*Manila*, (e não *Manilha*)
cidade das Filippinas.
*Mar-do-Archipélago*,
parte do Mediterrâneo, entre a Grécia, Turquia e Ásia-Menor.
(Antigamente, _Mar-Egeu_)
*Mar-Egeu*,
o mesmo que _Mar-do-Archipélago_.
*Marrakesch*,
Fórma bárbara, aventada recentemente, em vez de _Marrocos_, cidade.
(V. _Marrocos_)
*Marrocos*,
nação da África setentrional.
Nome da capital da mesma nação.
*Mar-Roxo*,
Designação antiga do _Mar-Vermelho_.
*Martiníca*,
uma das pequenas Antilhas.
} *Martinique*,
(V. _Martiníca_)
*Mar-Vermelho*,
mar entre a Arábia e o Egypto.
Cp. _Mar-Roxo_.
} *Massouah*,
Nome francês de _Maçuá_.
*Mato-Grosso* (e não *Matto-Grosso*)
região do Brasil.
*Matozinhos*, (e não *Mattosinhos* ou *Mattozinhos*)
povoação nas vizinhanças do Pôrto.
*Mayença*,
Nome afrancesado de _Mogúncia_.
*Mecom*,
rio da Indo-China. Cf. _Lusíadas_, X, 127.
(Fórmas estranhas, _Mekon_, _Mekong_)
*Meioterrâneo*,
Fórma antiga de _Mediterrâneo_. Cf. Tenreiro, XXXI e LI.
} *Mei-Nan*,
(v. _Menão_)
*Mejám-Frio*,
nome antigo de _Mesão-Frio_.
} *Mekon*,
(v. _Mecom_)
} *Mekong*,
(v. _Mecom_)
} *Mekran*,
(v. _Gedrosía_)
*Melilha*,
cidade e pôrto da África setentrional.
Chamam-lhe também _Melilla_, mas esta fórma é castelhana. Cf. _Jornada de
África_, XI.
} *Melilla*,
Fórma cast. de _Melilha_.
} *Menan*,
(v. _Menão_)
*Menão*,
rio de Sião. Cf. _Lusíadas_, X, 125.--Os estrangeiros e os Portugueses
estrangeirados chamam-lhe _Mei-Nan_, _Menan_, etc.
*Mesão-Frio*,
villa de Portugal.
} *Meuse*,
Nome francês do _Mosa_.
*Milas*,
antiga cidade e pôrto, na costa setentrional da Sicília.
(Lat. _Mylae_)
*Minturnas*,
antiga cidade do Lácio.
(Lat. _Minturnae_)
} *Minturnes*,
Fórma francesa, perfilhada em livros portugueses, em vez de _Minturnas_.
*Moçandão*,
cabo da Arábia, á entrada do Gôlfo-Pérsico. Cf. _Lusíadas_, X, 102.
(Nos mappas, _Muscandon_)
*Mogadoiro*,
villa trasmontana.--Nos documentos antigos lê-se _Mugadoyro_. Cf. _Portug.
Mon. Hist._, 725. «_Pero Lourenço de Tavora, senhor de Mogadoiro_...» João
de Barros.
*Mogadouro*,
villa trasmontana.--Nos documentos antigos lê-se _Mugadoyro_. Cf. _Portug.
Mon. Hist._, 725. «_Pero Lourenço de Tavora, senhor de Mogadouro_...» João
de Barros.
} *Moghostan*,
(v. _Mogostão_)
*Mogostão*,
região da Pérsia.
*Mogúncia*,
cidade aleman.
*Molucas*,
archipélago da Oceania, conhecido outrora por _ilhas de Maluco_.
(Cp. _Maluco_)
*Mombaí*,
_ant._
O mesmo que _Bombaim_.
*Mompilher*,
Nome português antigo de uma cidade francesa, _Montpellier_.
*Mónaco*, (e não *Monáco*)
cidade e principado sôbre o Mediterrâneo.
*Monção*,
villa do Minho.--A fórma antiga _Monzon_ condemna claramente a fórma
_Monsão_. Cf. _Portug. Monum. Hist._, 696; G. Vicente, _Maria Parda_.
(De um lat. hypoth. _Montianus_, do lat. _mons_)
*Monomotapa*,
antigo império da África Oriental, também conhecido por _Benomotapa_.
(Cp. _Benomotapa_)
*Monsão*,
Fórma usual, mas inexacta, em vez de _Monção_.
(V. _Monção_)
*Monte-Estoril*, (*Mont'Estoril* é fórma affectada, sem justificação séria)
o mesmo que _Montestoril_.
povoação á beira do mar, nas vizinhanças de Cascaes.
*Montemór-o-Novo*,
villa do Alentejo.
*Montemór-o-Velho*,
villa do districto de Coímbra.
*Montestoril*, (*Mont'Estoril* é fórma affectada, sem justificação séria)
povoação á beira do mar, nas vizinhanças de Cascaes.
*Mosa*,
rio da França, da Bélgica e da Hollanda.
(Lat. _Mosa_)
*Moscou*, (e não *Moscow*)
grande cidade da Rússia.
*Moscóvia*,
Antiga designação portuguesa da cidade, que geralmente se chama _Moscou_.
*Mossuate*,
Designação portuguesa de _Swazilândia_.
*Murça*,
villa trasmontana.--Parece que a orthogr. exacta sería _Mursa_. Pelo
menos, os _Portug. Monum. Hist._, 600, chamam-lhe _Musa_.
} *Muscandon*,
(v. _Moçandão_)
*Muscó*,
Fórma antiga de _Moscou_. Cf. _Peregrinação_, CXXVI.
*Mylas*,
antiga cidade e pôrto, na costa setentrional da Sicília.
(Lat. _Mylae_)
} *Myles*,
Fórma francesa, adoptada em livros portugueses, em vez de _Mylas_.
} *Mysore*,
(v. _Maiçôr_)
(T. ingl.)
N
} *Nagasaki*,
(v. _Nangasaque_)
} *Nankin*.
Fórma estranha, em vez de _Nanquim_.
(V. _Nanquim_)
} *Nangasaki*,
(v. _Nangasaque_)
*Nangasaque*,
cidade do Japão. Cf. _Peregrinação_, Lucena, etc.
*Nanquim*,
cidade da China.--_Nankin_ não é fórma portuguesa. Cf. Barros, _Déc._ II,
liv. X, cap. 1.
} *New-York*,
(v. _Nova-York_)
*Niágara*, (e não *Niagára*)
rio, que une o lago Erié ao Outário.
*Niassa*,
lago e região da África Oriental.
*Nova-York*,
cidade americana.
(Ingl. _New-York_)
*Nyassa*,
Fórma injustificável, em vez de _Niassa_.
(V. _Niassa_)
O
*Oceânia*,
uma das cinco partes do mundo.--A pronúncia _Oceânia_ é a preferida pelos
glottólogos.
*Oceanía*,
uma das cinco partes do mundo.--A pronúncia _Oceânia_ é a preferida pelos
glottólogos.
*Odemira*,
villa do Alentejo.
A fórma archaica era _Udemira_. Cf. _Port. Mon. Hist._, 664.
*Odiana*,
Nome antigo do rio _Guadiana_. Cf. _Inéd. da Hist. Port._, I, 395.
*Ofir*,
o mesmo que _Dófar_.
*Onéga*,
lago da Rússia.--A pronúncia usual _Ónega_ é errónea.
*Ophir*,
o mesmo que _Dófar_.
*Oran*,
cidade da Argélia, conhecida pelos nossos chronistas com o nome de _Ourão_
e _Orão_. Cf. _Jornada de África_, XI.
*Orão*,
o mesmo _ou_ melhór que _Oran_.
} *Orissa*,
(v. _Orixa_)
*Orixa*, (e não *Orissa*)
região da Índia. Cf. _Lusíadas_, X, 120.
*Ormuz*,
(v. _Hormuz_)
*Ourão*,
Nome português e antigo de _Oran_. Cf. Barros, _Déc._ I, liv. III, cap. 8.
} *Oxford*,
(v. _Oxónia_)
*Oxónia*,
Designação portuguesa de _Oxford_, cidade inglesa. Cf. _Peregrinação_, etc.
P
} *Pahang*,
(v. _Pam_)
*Pam*, (e não *Pahang*)
cidade de Malaca. Cf. _Lusíadas_, X, 125; Barros, _Déc._, etc.
*Panane*,
rio da Índia. Cf. _Lusíadas_, X, 55.--Os Ingleses e os nossos geógraphos
inconscientes dizem _Ponani_ ou _Ponany_.
*Paraguai*,
nação hispano-americana.
*Paraguay*,
(v. _Paraguai_, que é a fórma exacta).
*Parahiba*,
cidade e região do Brasil.
*Parahyba*,
(v. _Parahiba_)
*Paraíba*,
cidade e região do Brasil.
*Paris*, (e não *Pariz*)
cidade capital da França.
(Fr. _Paris_, do lat. _Parisii_)
*Pariz*,
Fórma incorrecta de _Paris_.
(V. _Paris_)
*Parnasso*,
nome clássico da montanha grega, que hoje chamam _Liakura_ ou, em
português, _Liacura_.
*Pedrogam*,
Nome de várias povoações portuguesas.--Em lat. bárbaro, dizia-se
_Petrógonum_. Cf. _Port. Mon. Hist._, 351.
*Pedrógão*,
Nome de várias povoações portuguesas.--Em lat. bárbaro, dizia-se
_Petrógonum_. Cf. _Port. Mon. Hist._, 351.
*Penedono*,
villa da Beira-Alta.--A fórma antiga é _Penedo Dono_. Cf. _Port. Mon.
Hist._, 498.
} *Pekin*,
Fórma estranha, em vez de _Pequim_.
(V. _Pequim_)
*Pequi*,
Outra fórma de _Pequim_. Cf. _Peregrinação_, CV.
*Pequim*,
cidade capital da China.--_Pekin_ é fórma estranha. Cf. Barros, _Déc._
III, liv. VI, cap. 1.
*Pérgamo*,
Nome, por que também foi conhecida a cidade de _Tróia_ ou, antes, a sua
cidadella.
Cidade de Creta.
(Lat. _Pérgamos_)
*Pérsia*,
grande região da Ásia central.
(Cp. _Achemênia_)
} *Perúgia*,
Nome italiano de _Perúsia_.
(V. _Perúsia_)
*Perúsia*, (e não *Perúgia*)
cidade da Itália. Cf. _Ethiópia Or._, II, 39.
(Lat. _Perusia_)
*Perúsio*, (e não *Perúgia*)
cidade da Itália. Cf. _Ethiópia Or._, II, 39.
(Lat. _Perusia_)
*Pêso-da-Régua*,
o mesmo que _Régua_.
*Petersburgo*,
cidade capital da Rússia.
*Piauhy*,
(v. _Piauí_, que é a fórma exacta)
*Piauí*,
cidade e região do Brasil.
*Placença*,
cidade da Itália.
(Lat. _Placentia_, it. _Piacenza_)
*Placência*,
cidade da Itália.
(Lat. _Placentia_, it. _Piacenza_)
*Placência*,
cidade da Espanha.
*Plateia*,
(v. _Plateias_)
(Lat. _Plataea_)
*Plateias*,
cidade da Beócia.
(Lat. _Plataea_)
*Pompeia*,
Designação vulgar, mas inexacta, de _Pompeios_.
*Pompeios*,
antiga cidade italiana, uma das que no ano 79 foram arruinadas e cobertas
pela lava do Vesúvio.
(Lat. _Pompeii_)
} *Ponani*,
(v. _Panane_)
} *Ponany*,
(v. _Panane_)
*Pontével*,
povoação portuguesa.
*Pôrto*,
cidade de Portugal.
*Prasso*,
Nome antigo do _Cabo-Delgado_. Cf. _Lusíadas_, I, 43.
Q
*Quedá*,
rio de Malaca. Cf. _Lusíadas_, X, 123.--Os nossos geógraphos
estrangeirados dizem _Kedah_.
*Quíloa*, (e não *Quilôa*)
cidade na costa oriental da África, ao sul de Zanzibar.--Prova-se com os
_Lusíadas_ que a verdadeira pronúncia é _Quíloa_; confirma-a a moderna
fórma inglesa, _Kilwa_; e os próprios Moiros da costa africana também
pronunciam _Quíloa_ ou _Kílua_. «_De Quíloa, de Mombaça e de Sofala_...»
_Lusíadas_, I, 54. «_A destruída Quíloa com Mombaça_.» _Ib._, V, 45.
R
} *Ras-al-Hadd*,
(v. _Roçalgate_)
*Régua*, (melhór que *Régoa*)
villa trasmontana, na margem direita do Doiro.
*Rèsende*, (e não *Resende*)
villa da Beira-Alta.
(Lat. bárbaro _Ranusendi_)
*Resende*,
(v. _Rèsende_)
*Rife*,
região montanhosa de Marrocos.
} *Riff*,
(v. _Rife_)
*Rívoli*, (e não _Rivóli_),
cidade italiana.
(Do lat. _Ripula_)
*Roçalgate*,
cabo da Arábia, sôbre o mar das Índias. Cf. _Lusíadas_, X, 101.--Nos
mappas, _Ras-al-Hadd_.
*România*,
(v. _Romênia_)
*Romênia*,
nação europeia, entre a Áustria, a Rússia, a Sérvia e a Bulgária.
Outros lhes chamam _România_ ou _Rumânia_.
*Roterdão*,
cidade da Hollanda.
} *Rotterdám*,
(v. _Roterdão_)
*Ruão*,
cidade da França.
(Fr. _Rouen_)
*Rubicão*,
pequena ribeira, que separava a Itália da Gállia Cisalpina, e que ficou
célebre desde a invasão da Itália por Aníbal.
} *Rubicon*,
(v. _Rubicão_)
*Rumânia*,
(v. _Romênia_)
S
*Safim*,
(v. _Çafim_)
*Sahará*,
grande região da África, ao sul de Marrocos, Argélia e Tunes.
} *Saint-Omer*,
(v. _Santomer_)
*Salcête*,
Fórma antiga e talvez exacta, em vez de _Salsête_, villa da Índia
Portuguesa. Cf. _Boletim da Socied. de Geogr._, XVI, 10.
*Saloníca*, (não _Salónica_)
cidade da Romélia.
(Cp. lat. _Thessalonica_)
*Salsête*,
(v. _Salcête_)
*Samatra*,
grande ilha da Oceânia.--Assim lhe chamaram sempre e assim escreveram os
nossos antigos escritores.
_Sumatra_ é fórma moderna e errónea, transplantação inconsciente do inglês
_Sumatra_, (que se lê _Samatra_). Cf. Filinto, _Vida de D. Man._, II, 255;
Barros, _Décadas_; D. Lopes, _Hist. dos Port. no Malabar_, 72; _Lusíadas_,
X, 124; _Peregrinação_, I, etc.
*Samora*,
(v. _Çamora_)
*Sanchoão*,
cidade chinesa.
*Santiago*,
Nome exacto de várias povoações portuguesas. Cf. Barros, _Déc._ I, liv.
III, cap. 9; Couto, _Déc._ IV, liv. III, cap. 3.
(Cp. _S. Thiago_)
*Sant'Iago*,
Nome exacto de várias povoações portuguesas. Cf. Barros, _Déc._ I, liv.
III, cap. 9; Couto, _Déc._ IV, liv. III, cap. 3.
(Cp. _S. Thiago_)
*Santomer*,
cidade dos Países-Baixos. Cf. Viterbo. _Elucidário_, vb. _Santaomé_.
} *Sarabat*,
(v. _Hérmo_)
*Saragoça*,
Escrita incorrecta, em vez de _Çaragoça_.
(V. _Çaragoça_)
*Satari*, (e não *Satary*)
região da Índia Portuguesa.
} *Saxe*,
(v. _Saxónia_)
*Saxónia*,
um dos Estados alemães.
*Scalabicastro*,
Nome antigo de Santarém. Cf. _Lusíadas_, III, 55.
*Scandinávia*,
(v. _Escandinávia_)
} *Shang-tschuan*,
(v. _Sanchoão_)
} *Schindy*,
(v. _Ulcinde_)
*Scútari*,
cidade da Turquia Asiática, sôbre o Bósphoro.
*Seia*,
o mesmo _ou_ melhór que _Ceia_.
(B. lat. _Sena_)
*Senegal*,
Nome de um rio e de uma região da África Occidental.--Barros, _Déc._,
chamou-lhe _Çanagal_ ou _Çanegá_, que era talvez a fórma exacta.
*Serra-Cáspia*, montanha do Cáucaso. Cf. _Lusíadas_, III, 23.
(Nos mappas de hoje, _Elburz_)
*Setúbal*,
cidade do districto de Lisbôa.--É desconhecida a origem da palavra. Em
documentos antigos, há _Setuval_, _Setuvel_ e, raramente, _Cetuval_. Cf.
_Portug. Monum. Hist._, 634; _Hist. Insul._, I, 36. Circunstância curiosa:
os Franceses dizem e escrevem _Saint-Ubes_.
*Setúval*,
Fórma antiga de _Setúbal_. Cf. _Peregrinação_, CXCIII.
} *Shanghae*,
(v. _Xangai_)
*San-Thiago*,
Orthographia usual, mas disparatada, em vez de _Santiago_ ou _Sant'Iago_.
_Thiago_ é palavra moderna e mal escrita, ou mal deduzida da leitura da
expressão _Santo Iago_. Admittida embora, é evidente que não deveria
escrever-se com _h_. Mas _Tiago_, santo, êsse é que nunca existiu nem
podemos inventá-lo. O lat. da _Vulgata_ chama-lhe _Iacobus_, que, em port.
e cast. deu _Iago_: _Santo Iago_ ou _Sant'Iago_, ou _Santiago_. Qualquer
destas fórmas é legítima. Cf. Filinto, _Vida de D. Man._, I, 143.
*Sernache*,
Nome de duas povoações portuguesas.
Parece que a fórma _Cernache_ é a mais exacta; é pelo menos a mais antiga.
Cf. L. Cardoso, _Diccion. Geogr._
(v. _Cernache_)
*Sernancelhe*, (_cê_)
villa da Beira-Alta.
Tem-se usado as duas variantes; _Cernancêlhe_ porém é mais antiga e talvez
mais exacta.
} *Shiraz*,
Fórma inglesada, indiscretamente usada por alguns, em vez de _Xiraz_.
(V. _Xiraz_)
*Siame*,
O mesmo _ou_ melhór que _Sião_.
*Sião*,
um dos Estados da Indo-China.
} *Sikok*,
Fórma bárbara de _Xicôco_.
(V. _Xicôco_)
} *Sikokf*,
Fórma bárbara de _Xicôco_.
(V. _Xicôco_)
*Sincapura*,
Outra fórma de _Singapura_. Cf. _Conquista do Pegu_, I.
*Sinfães*,
Orthogr. hoje usual, mas inexacta, em vez de _Cinfães_.
(V. _Cinfães_)
*Singapura*,
cidade e ilha da Ásia.
*Sintra*,
o mesmo _ou_ melhór que _Cintra_. Cf. R. Pina, _Aff. V_, c. LI e XXXIV.
villa do districto de Lisbôa.--Antigamente, pelo menos até o século XVII,
só se usou a fórma _Sintra_ e ás vezes _Sintria_ ou _Syntria_, o que é
poderoso argumento contra a fórma moderna _Cintra_, visto que o _C_ e _S_
iniciaes se não confundiam na pronúncia como hoje.
Cp. _Ceia_.
*Socotorá*,
ilha do mar das Índias.
*Sofala* ou *Çofala*,
região da costa occidental da África.--Usaram-se dantes as duas fórmas,
mas prevalecia a segunda, que é talvez a mais exacta.
*Sófia*,
capital da Bulgária.
(Lat. _Sóphia_)
*Soisa*, (e não *Souza*),
rio de Portugal.
(Lat. bárbaro _Sausa_, _Sause_, _Saussa_)
*Soitomaior*,
povoação do districto de Villa-Real.
*Sonda*,
Fórma afrancesada de _Sunda_.
(V. _Sunda_)
*Sóphia*,
capital da Bulgária.
(Lat. _Sóphia_)
} *Souakim*,
Fórma estranha de _Suaquém_.
(V. _Suaquém_)
*Sousa*, (e não *Souza*)
rio de Portugal.
(Lat. bárbaro _Sausa_, _Sause_, _Saussa_)
*Soutomaior*,
povoação do districto de Villa-Real.
*Souza*,
(v. _Sousa_)
*S. Petersburgo*,
(v. _Petersburgo_)
*Sporades*,
(v. _Espórades_)
*S. Thiago*,
Orthographia usual, mas disparatada, em vez de _Santiago_ ou _Sant'Iago_.
_Thiago_ é palavra moderna e mal escrita, ou mal deduzida da leitura da
expressão _Santo Iago_. Admittida embora, é evidente que não deveria
escrever-se com _h_. Mas _Tiago_, santo, êsse é que nunca existiu nem
podemos inventá-lo. O lat. da _Vulgata_ chama-lhe _Iacobus_, que, em port.
e cast. deu _Iago_: _Santo Iago_ ou _Sant'Iago_, ou _Santiago_. Qualquer
destas fórmas é legítima. Cf. Filinto, _Vida de D. Man._, I, 143.
*Stockholmo*,
capital da Suécia.
A fórma portuguesa é _Estocolmo_.
} *Strasbourg*,
(v. _Estrasburgo_)
} *Stuttgard*,
(v. _Estugarda_)
*Suanquém*,
o mesmo que _Suaquém_. Cf. _Lusíadas_, X, 97.
*Suaquém*,
cidade da Núbia, sôbre o Mar-Roxo.--Os escritores menos escrupulosos dizem
_Suakin_ ou _Souakin_, á francesa.
*Sucre*,
cidade americana, a que em compêndios de Geographia se dá o extraordinário
nome de _Assucar_.
(Do nome de José Sucre, primeiro presidente da républica da Bolívia).
*Sués*,
Outra fórma de _Suez_. Cf. _Peregrinação_, XI.
*Suez*,
pequena cidade egýpcia sôbre o canal do mesmo nome.--_Suez_ é a orthogr.
usual; mas a or. do nome e a prática de antigos escritores nossos
mostram-nos outra fórma, _Çuez_. Cf. _Not. para a Hist. e Geogr._, II, 246.
*Suíça*,
o mesmo _ou_ melhór que _Suíssa_.
Nação europeia, entre a Alemanha, a França e a Itália.--A fórma, mais
geralmente adoptada hoje, é _Suíssa_. Entretanto, as tradições da nossa
língua e o estudo comparativo do alemão _Schweiz_, do cast. _Suiza_ e do
italiano _Svizzera_, levam os philólogos a praticar e aconselhar a fórma
_Suíça_.
*Suíssa*,
nação europeia, entre a Alemanha, a França e a Itália.--A fórma, mais
geralmente adoptada hoje, é _Suíssa_. Entretanto, as tradições da nossa
língua e o estudo comparativo do alemão _Schweiz_, do cast. _Suiza_ e do
italiano _Svizzera_, levam os philólogos a praticar e aconselhar a fórma
_Suíça_.
*Sumatra*,
Fórma inglesada e inadmissível, em vez de _Samatra_.
*Sunda*, (e não *Sonda*)
grande archipélago da Oceânia. Cf. Barros, e Couto, _Décadas_.
*Surate*,
cidade da Índia Inglesa.
*Surrate*,
o mesmo que _Surate_.
T
*Taígeto*, (e não _tai-gé-to_)
Nome antigo de uma escarpada montanha da Grécia.
(Lat. _Taýgetus_)
*Tâmisa*, (e não *Tamísa*)
grande rio da Inglaterra.
(Do lat. _Tâmesis_)
*Tânagra*, (e não *Tanágra*)
antiga cidade grega.
(Lat. _Tânagra_)
*Tanarife*,
Fórma portuguesa antiga de _Tenerife_. Cf. Barros, _Déc._ I, liv. I, cap.
12.
*Tanganhica*,
um dos grandes lagos da África oriental, que, nalguns livros nossos,
apparece sob a fórma bárbara de _Tanganyika_.
*Tanganyika*,
(V. _Tanganhica_)
*Tânger*,
cidade marroquina.
*Tângere*,
o mesmo _ou_ melhor que _Tânger_.
*Tartesso*,
Outro nome antigo do Guadalquivir.
*Tavila*,
o mesmo que _Tavira_, cidade do Algarve. Cf. _Lusíadas_, VIII, 25; _Inéd.
da Hist. Port._, I, 517.
*Taýgeto*, (e não _tai-gé-to_)
Nome antigo de uma escarpada montanha da Grécia.
(Lat. _Taýgetus_)
*Tchad*, (v. _Chad_)
*Tênedo*,
ilhota, fronteira a Tróia.
(Lat. _Tênedos_)
*Tenerife*,
uma das ilhas Canárias.
Fórma antiga, _Tanarife_.
} *Tetouan*,
(v. _Tetuão_)
*Tetuão*,
cidade marroquina.
} *Theáki*,
(v. _Íthaca_)
} *Thibet*,
(v. _Tibete_)
*Thomar*.
É assim que se escreve hoje geralmente o nome de uma cidade portuguesa,
talvez com o único fundamento, ou, antes, pretexto pueril, de se não
confundir com o verbo _tomar_, da mesma fórma que muitos ingênuos assinam
_Motta_, _Mattos_, _Matta_, _Themudo_, adulterando voluntariamente o seu
nome com letras estranhas a êlle, para que êste deixe de sêr o que
realmente é.
Os documentos antigos trazem _Tomar_; e, desconhecida como é a origem, não
há razão séria para a inclusão de uma letra que nada importa á pronúncia.
*Tiberíade*,
antiga cidade da Galileia.
(Lat. _Tiberias_, _Tiberiadis_)
*Tibérias*,
(v. _Tiberíade_)
*Tibete*,
grande região da Ásia central.
*Tíbur*, (e não *Tibúr*)
antiga cidade italiana, hoje Tívoli.
(Lat. _Tibur_)
*Tidor*,
ilha do archipélago das Molucas. Cf. Barros, _Déc._, (_passim_).
*Tidore*,
ilha do archipélago das Molucas. Cf. Barros, _Déc._, (_passim_).
*Tinge*,
Nome antigo da Tângere. Cf. _Lusíadas_, III, 77.
(Lat. _Tinge_, _Tingi_, _Tingis_)
*Tiracol*,
Fórma moderna de _Tiracole_.
*Tiracole*,
povoação da Índia Portuguesa. Cf. _Déc._ IV, liv. VII, cap. 21.
*Tokio*,
(v. _Toquió_)
*To-kio*,
(v. _Toquió_)
*Tomar*,
Fórma racional e antiga, em vez de _Thomar_. Cf. _Inéd. da Hist. Port._,
I, 199.
*Tombuctu*,
cidade ao sul do Sahará, conhecida dos nossos escritores antigos por
_Tungubutu_.
(V. _Tungubutu_)
} *Tonkin*,
Fórma estranha de _Tonquim_.
(V. _Tonquim_)
*Tonquim*,
_m._
Região da Índia transgangética, outrora reino independente.
*Toquió*,
moderna capital do Japão.--Também se diz _Tóquio_, mas os entendidos
preferem _Toquió_.
*Trápani*, (e não *Trapâni* nem *Trapaní*)
pôrto da Sicília.
(Do lat. _Drépanum_)
*Trás-os-Montes*, (e não *Traz-os-Montes*)
província de Portugal.
*Traz-os-Montes*,
Escrita errónea, e muito vulgar, em vez de _Trás-os-Montes_.
*Tróia*,
antiga cidade e reino da Asia Occidental, também designada, especialmente
entre os poétas, por _Dardânia_, _Pérgano_ e _Ílio_.
} *Tsiampá*,
(v. _Champá_)
*Túbinga*,
cidade aleman.
} *Túbingue*,
(v. _Tubinga_)
*Tunes*,
cidade e região da África setentrional.--Melhór que _Túnis_. Cf. Filinto,
_Vida de D. Man._, I, 82; Barros, _Déc._ I, liv. III, cap. 8.
*Tungubutu*,
_m._
o mesmo _ou_ melhór que _Tombuctu_. Cf. Barros, _Déc._ I, liv. III, cap. 8.
*Túnis*,
(v. _Tunes_)
} *Turkestan*,
Fórma bárbara de _Turquestão_.
(V. _Turquestão_)
*Turquestão*,
região da Ásia.
*Tutuão*,
Outra fórma de _Tetuão_, Cf. _Lusíadas_, IV, 34.
U
*Ulcinde*,
região da Índia. Cf. _Lusíadas_, X, 106.
(Nos geógraphos ingleses, _Shindy_)
*Uraes*,
(v. _Urales_)
*Urales*,
Montes da Rússia, que separam a Europa da Ásia.
*Uruguai*,
nação hispano-americana.
*Uruguay*,
(v. _Uruguai_, que é fórma exacta)
V
*Valdevez*,
Fórma usual do nome de uma villa do Minho.--Em documentos antigos, lê-se
_Valdeveis_, o que parece justificar outra fórma, _Valdevês_.
*Valpaços*,
villa de Portugal.
*Valpassos*,
(Fórma errónea. V. _Valpaços_)
*Vardar*,
rio da Macedónia.
(Cp. _Áxio_)
*Vêneto*, (e não *Venêto*)
antiga região da Itália.
(Lat. _Vênetum_)
} *Versailles*,
(v. _Versalhes_)
*Versalhes*,
cidade de França.
(Fr. _Versailles_)
*Viana*,
cidade do Minho; villa do Alentejo.
*Vianna*,
cidade do Minho; villa do Alentejo.
Antigamente, _Viana_. Cf. _Port. Mon. Hist._, 690.
*Viseu*, (e não *Vizeu*)
cidade da Beira-Alta.--_Vizeu_ é fórma affectada e sem justificação.
Um erudito acadêmico, Oliveira Berardo, se bem me recordo, fala de um
antigo lat. _Visonium_; mas ainda que êsse lat. bárbaro seja hypothético,
o exemplo dos nossos mestres antigos e a característica pronúncia beirôa,
não deixa dúvidas sôbre a correcta escrita da palavra.
*Vizeu*,
Fórma moderna, mas injustificável, de _Viseu_.
(V. _Viseu_)
} *Vosges*,
Nome francês dos _Vosgos_.
*Vosgos*, (e não *Vosges*)
montes de França.
(Do lat. _Vosegus_)
W
*W*,
Esta letra não se emprega em palavras portuguesas, mas só em nomes
estrangeiros que ainda não estejam aportuguesados, como _Washington_,
_Waterloo_, _Weimar_, _Westminster_, _Windor_, _Worms_, etc.
X
*Xangai*, (e não *Shanghae*, nem *Changhai*, como se tem escrito)
cidade e pôrto da China.
_Xangai_ é a boa e antiga escrita portuguesa.
*Xicôco*,
Nome português e antigo de uma das grandes ilhas do Japão.
Os Franceses e Ingleses chamam-lhe _Si-kok_, os Hollandeses _Sikokf_, e
vêem-se êstes barbarismos em livros e mappas portugueses.
*Xira, (Villa Franca de)*,
villa do districto de Lisbôa.
Em documentos antigos, lê-se _Cira_. Cf. _Portug. Monum. Hist._, p. 562.
*Xirás*,
o mesmo _ou_ melhór que _Xiraz_. Cf. Tenreiro, IV.
*Xiraz*, cidade da Pérsia.
*Xire*, (e não *Chire*)
rio de Moçambique.
*Xobregas*,
Fórma antiga de _Xabregas_, antigo mosteiro de Lisbôa.
Y
*Y*,
Como inicial, não se emprega em português, mas só nos nomes estrangeiros,
que ainda não foram aportuguesados por quem o possa fazer, como _Yvetot_,
_York_, etc.
} *Yokoama*,
(v. _Iocoama_)
} *Yolof*,
(v. _Jalofo_)
} *Yucatan*,
(v. _Iucatão_)
Z
*Zambeze*,
rio africano, a que os descobridores Portugueses chamaram rio dos
_Bons-Sinaes_.
*Zanguebar*, e *Zanzibar*
Não se confundam êstes dois termos, como succede em livros de Geographia:
_Zanguebar_ é a grande região, que se estende sôbre a costa oriental da
África, desde o país dos Somális até Moçambique, compreendendo vários
Estados, como _Zanzibar_, Quíloa, Magadoxo, Melinde, etc.
*Zanzibar*,
ilha do mar das Índias, na costa de Zanguebar; cidade da mesma ilha,
capital de um sultanado; o Estado, governado por um sultão, e que
compreende, além daquella ilha, uma parte da costa de Zanguebar.
*Zara*,
Outra fórma de _Çahará_.
_Zára_, pela sua accentuação tónica, deixa suppor a legitimidade prosódica
de _Çáhara_ ou _Çahára_. Cf. Barros, _Déc._ I, liv. I, cap. 13.
*Zelanda*,
o mesmo que _Zelândia_. Cf. _Lusíadas_, VII, 61.
*Zelândia*,
província da Holanda.
(Cp. _Zelanda_)
Appendículo alphabético
DE VÁRIOS NOMES PRÓPRIOS PESSOAES, ANTIGOS E MODERNOS, QUE SE NOS DEPARAM
ADULTERADOS NA PRONÚNCIA OU NA ESCRITA, OU EM AMBAS AS COISAS
A
*Abdala*,
pai de Mafoma.
(Ár. _Abd-allah_)
*Abdelcáder*,
guerreiro marroquino.
(Ár. _Abd-el-kádir_)
*Abdelcádir*,
guerreiro marroquino.
(Ár. _Abd-el-kádir_)
*Achêmenes*, (_quê_)
primeiro Rei da Pérsia.
(Lat. _Archaémenes_[12])
*Adonai*,
um dos nomes que os Judeus davam á divindade.
(Lat. _Adonai_)
*Adónide*,
formoso príncipe mythológico.
(Lat. _Adónis_)
*Adónis*,
formoso príncipe mythológico.
(Lat. _Adónis_)
*Agáthias*,
historiador grego.
(Lat. _Agáthias_)
*Agáthodes*, (não *Agatódes*)
Antigo Rei da Sicília.
(Lat. _Agáthodes_)
*Agátias*,
historiador grego.
(Lat. _Agáthias_)
*Agátodes*, (não *Agatódes*)
Antigo Rei da Sicília.
(Lat. _Agáthodes_)
*Ágave*, nome de vários personagens mythológicos.
(Lat. _Ágave_)
*Aires*, (não *Ayres*)
nome de homem.
(Do nome medieval _Árias_ < _Airas_ < _Aires_)
*Alcâmenes*,
estatuário grego.
(Lat. _Alcâmenes_)
*Alfieri*, (_é_)
célebre poéta italiano do séc. XVIII.
*Amásis*,
antigo Rei do Egýpto.
(Lat. _Amásis_)
*Amenótep*,
nome de vários Reis do antigo Egýpto.
*Amphílocho*, (_co_)
escritor atheniense.
(Lat. _Amphílochus_)
*Anábasis*,
obra de Xenophonte.
(Lat. _Anábasis_)
*Anaxímenes*, (_csi_)
philosopho de Mileto.
(Lat. _Anaxímenes_)
*Ândersen*,
famoso poéta dinamarquês.
*Andrómaca*,
mulhér de Heitor, filho de Príamo, Rei de Tróia.
(Lat. _Andrómacha_)
*Andrómacha*, (_ca_)
mulhér de Heitor, filho de Príamo, Rei de Tróia.
(Lat. _Andrómacha_)
*Andronico*, (_ní_)
poéta latino.
(Lat. _Andronicus_)
*Anfíloco*,
escritor atheniense.
(Lat. _Amphílochus_)
*Aquêmenes*,
primeiro Rei da Pérsia.
(Lat. _Archaémenes_[12])
*Antero*, (e não *Anthero*)
nome de homem.
(Lat. _Anterus_. Cf. Roquete, _Diccion. Port. Fr._)
*Antíocho*, (_co_) (e não *Antiôco*)
nome de vários Reis da Sýria.
*Antíoco*, (e não *Antiôco*)
nome de vários Reis da Sýria.
*Ântipas*, (e não *Antípas*)
cognome daquelle Herodes, tetrarcha da Galileia, que, apaixonado pela
filha de Herodíades, autorizou a decapitação de San-João Baptista.
(Lat. _Ântipas_)
*Antípater*,
general de Alexandre Magno.
(Lat. _Antípater_)
*Appollodoro*, (_dó_ e não _ló_)
gramático atheniense.
(Lat. _Appollodórus_)
*Apolodoro*, (_dó_ e não _ló_)
gramático atheniense.
(Lat. _Appollodórus_)
*Apuleio*,
escritor latino.
(Lat. _Apuleius_)
*Archílocho*, (_ar-quí-lo-co_)
antigo poeta grego.
(Lat. _Archílocus_)
*Argensola*, (_só_)
nome de dois antigos literatos espanhóis.
*Argo*,
indivíduo que, segundo a Mythologia, tinha cem olhos.
Nome do navio, em que os Gregos foram á conquista do Vello-de-Oiro.
(Lat. _Argos_)
*Argos*,
indivíduo que, segundo a Mythologia, tinha cem olhos.
Nome do navio, em que os Gregos foram á conquista do Vello-de-Oiro.
(Lat. _Argos_)
*Aristobulo*, (não *Aristóbulo*)
nome de dois Reis da Judeia.
(Lat. _Aristobúlus_)
*Aristogíton*,
antigo conspirador atheniense.
(Lat. _Aristogíton_)
*Aristómenes*,
escritor grego.
(Lat. _Aristómenes_)
*Aristonico*, (_ní_)
principe persa.
(Lat. _Aristonícus_)
*Arquíloco*,
antigo poeta grego.
(Lat. _Archílocus_)
*Arsínoe*,
uma das filhas de Atlante, segundo a Mythologia.
(Lat. _Arsínoe_)
*Astíages*,
Rei da Média, avô de Cyro.
(Lat. _Astýages_)
*Astýages*,
Rei da Média, avô de Cyro.
(Lat. _Astýages_)
*Átropos*,
personagem mythológica, uma das Parcas.
(Lat. _Átropos_)
*Averróes*, (não *Avérroes*, como alguns mandam lêr)
philósopho árabe, nascido em Córdova.--_Avérroes_ seria latinização
injustificável de um nome árabe, cuja prosódia não é preciso alterar.
B
*Baedeker*, (_bédequer_)
autor de um famoso guia de viajantes.
*Bagôas*,
nome de vários persas.
(Lat. _Bagôas_)
*Beccaria*, (_cari_)
célebre publicista italiano.
*Beresford*, (_bé_)
general inglês, generalíssimo do exército de Portugal em 1809.
*Bismarck*, (*Bismarque*, não *Bismárque*)
estadista prussiano.
*Brígida*, (e não *Brízida*, como escreveu Garrett)
nome de mulhér.
(Lat. eccles. _Brígita_)
*Brás*, (não *Braz*)
nome de homem.
(Lat. _Blásius_)
C
*Canova*, (_nó_)
célebre escultor italiano.
*Cânovas*,
nome de um finado estadista espanhol.
*Ciaxares*, (não *Ciáxares*)
Rei dos Médos.
(Lat. _Cyaxáres_)
*Cleopatra*, (_pá_)
Raínha do Egypto, no séc. I antes de Christo.--_Cleópatra_ é pronúncia
usual, mas errónea.
(Lat. _Cleopátra_)
*Cyaxares*, (não *Ciáxares*)
Rei dos Médos.
(Lat. _Cyaxáres_)
D
*Dalila*, (não *Dálila*)
mulhér hebreia, amante de Sansão.
(Lat. _Dalíla_)
*Dâmocles*, (não *Damócles*)
cortesão de Dionýsio, tyranno de Syracusa.
(Lat. _Dâmocles_)
*Debora*, (_bó_) (e não *Débora*)
prophetisa, que governou os Hebreus 40 annos, e a quem se attribue o
célebre cantico, que se lê na _Bíblia_, (_Juízes_, cap. V).
*Demódoco*,
célebre tangedor de lyra.
(Lat. _Demódocus_)
*Desdêmona*,
personagem de uma tragédia de Shakespeare.--Os Ingleses dizem _Desdemóna_;
mas o nome é italiano, e os Italianos dizem _Desdêmona_.
*Dinora*, (não *Dinorah*)
nome de mulhér.
*Dioníso*, (não *Diónyso*)
nome, que os Gregos davam a Baccho.
(Lat. _Dionýsus_)
*Dionýso*, (não *Diónyso*)
nome, que os Gregos davam a Baccho.
(Lat. _Dionýsus_)
E
*Édipo*, (e não *Edípo*)
personagem mythológico, que decifrou o enigma da Esphynge.
(Lat. _Oédipus_)
*Elói*, (e não *Elóy*)
nome de homem.
(Lat. _Elogius_. Cf. Roquete, _Diccion. Port. Fr._)
*Empédocles*,
philosopho antigo.
(Lat. _Empédocles_)
*Encélado*,
gigante que, segundo a Mythologia, foi aprisionado por Júpiter.
(Lat. _Encéladus_)
*Éolo*,
deus dos ventos, segundo a Mythologia.
(Lat. _Aéolus_)
*Érebo*,
divindade infernal, segundo a Mythologia.
(Lat. _Érebus_)
*Eróstrato*,
incendiário do templo de Diana em Épheso.
*Éschilo*, (_qui_)
poéta trágico da Grécia antiga.
(Lat. _Aéschilus_)
*Éschines*, (_qui_)
orador atheniense, rival de Demósthenes.
(Lat. _Aéschines_)
*Espártaco*, gladiador thrácio, chefe de uma revolta na antiga Roma.
(Lat. _Spártacus_)
*Ésquilo*,
poéta trágico da Grécia antiga.
(Lat. _Aéschilus_)
*Ésquines*,
orador atheniense, rival de Demósthenes.
(Lat. _Aéschines_)
*Estrabão*, (e não *Strabão*)
notável geógrapho latino.
(Lat. _Strabo_)
*Etéocles*, (e não *Eteócles*)
filho de Édipo.
(Lat. _Etéocles_)
*Eurípides*,
grande poéta trágico da Grécia antiga.
(Lat. _Eurípides_)
G
*Gengiscão*, (e não *Gengis-khan* e, ainda menos, *Gengiskan*)
célebre príncipe mongol, que no século dominou territórios, que se
estendiam do Mar-Negro ao Mar da China.
H
*Eduviges*, (e não *Hedwiges*)
nome de mulhér. Cf. Roquete, _Diccion. Port. Fr._
*Hécate*,
outro nome da deusa Diana.
(Lat. _Hécate_)
*Heduviges*, (e não *Hedwiges*)
nome de mulhér. Cf. Roquete, _Diccion. Port. Fr._
*Heliogábalo*, (e não *Heliogabálo*)
imperador romano.
(Lat. _Heliogábalus_)
*Heródoto*,
célebre historiador grego.
(Lat. _Heródotus_)
*Hípias*, (e não *Hipías*)
filho de Pisístrato.
(Lat. _Híppias_)
*Híppias*, (e não *Hipías*)
filho de Pisístrato.
(Lat. _Híppias_)
*Hortênsia*, (e nunca *Hortense* e, ainda menos, *Hortence*)
nome de mulhér.
(Lat. _Hortensia_)
I
*Ifigênia*, (e não *Ephigênia*)
nome de mulhér.--_Ifigênia_ é a pronúncia usual, mas a exacta seria
_Ifigenía_.
(Lat. _Ifigenia_, do gr. _Iphigeneia_)
*Ínacho*, (_co_)
primeiro Rei de Argos.
(Lat. _Ínachus_)
*Ínaco*,
primeiro Rei de Argos.
(Lat. _Ínachus_)
*Inês*, (e não *Ignêz*)
nome de mulhér.
(Do lat. _Agnes_)
*Iphigênia*, (e não *Ephigênia*)
nome de mulhér.--_Ifigênia_ é a pronúncia usual, mas a exacta seria
_Ifigenía_.
(Lat. _Ifigenia_, do gr. _Iphigeneia_)
*Isócrates*,
rhetórico atheniense.
(Lat. _Isócrates_)
J
*Jaime*, (e não *Jayme*)
nome de homem.
(Fr. _Jame_, ingl. _James_)
K
*Karénina*, (e não *Karenína*)
heroina de um romance de Tolstoi.
L
*Láchese*, (_que_)
uma das três Parcas.
(Lat. _Lachesis_)
*Láchesis*, (_que_)
(V. _Láchese_)
*Lâmpsaco*,
antiga cidade da Mysia, sôbre o Hellesponto.
(Lat. _Lâmpsacum_)
*Laódice*,
nome de várias mulhéres célebres, na antiguidade.
(Lat. _Laódice_)
*Láquese*,
uma das três Parcas.
(Lat. _Lachesis_)
*Leónidas*,
celebre general lacedemónio, que foi morto nas Thermópylas.
(Lat. _Leónidas_)
*Longímano*, (e não *Longimâno*)
sobrenome de Artaxerxer, Rei da Pérsia.
(Lat. _Longímanus_)
*Luís*, (e não *Luiz*)
nome de homem.
(B. lat. _Aloisius_)
M
*Médicis*,
appellido de uma nobre e célebre família florentina.
*Mégara*,
antiga cidade grega.
(Lat. _Mégora_)
*Mendelssohn*, (_Mên_..., e não *Mendélssohn*)
compositor alemão, filho de um philósopho que tinha o mesmo appellido.
*Mirandola*, (*Mirândola*, e não *Mirandóla*)
João Pico de la Mirandola é o nome do famoso polýgrapho italiano, que aos
déz annos já occupava lugar entre os melhóres oradores e poétas do seu
tempo, e aos 25 annos defendia em Roma a conhecida these _De omni
scibili_, sôbre a qual apresentou 900 proposições.
*Mithridates*, (_dá_, e não *Mithrídates*)
nome, de um célebre Rei do Ponto, e de vários Reis da Ásia.
(Lat. _Mithridátes_)
*Mitridates*, (_dá_, e não *Mithrídates*)
nome, de um célebre Rei do Ponto, e de vários Reis da Ásia.
(Lat. _Mithridátes_)
N
*Nêmese*,
deusa vingadora dos crimes, segundo a Mythologia.
(Lat. _Nêmesis_)
*Néocles*,
pai de Temístocles.
(Lat. _Néocles_)
*Neoptólemo*,
filho do herói grego Achilles.
(Lat. _Neoptólemus_)
*Nictímene*,
personagem mythológica.
(Lat. _Nyctímene_)
*Níobe*, (e não *Nióbe*)
personagem mythológica, filha de Tântalo.
(Lat. _Níobe_)
*Nyctímene*,
personagem mythológica.
(Lat. _Nyctímene_)
O
*Ômphale*, (e não *Onfále*)
segundo a Mythologia, mulhér de Hércules, o qual fiava na roca, para lhe
agradar.
(Lat. _Omphale_)
*Ônfale*, (e não *Onfále*)
segundo a Mythologia, mulhér de Hércules, o qual fiava na roca, para lhe
agradar.
(Lat. _Omphale_)
P
*Pátroclo*,
herói da guerra de Tróia, morto por Heitor.
(Lat. _Pátroclus_)
*Péricles*,
célebre general e orador atheniense.
(Lat. _Péricles_)
*Perséfona*,
outro nome da deusa Prosérpina.
(Lat. _Perséphona_)
*Perséphona*,
outro nome da deusa Prosérpina.
(Lat. _Perséphona_)
*Pisístrolo*,
tyranno de Athenas, no séc. VI antes de Christo.
(Lat. _Pisistratus_)
*Praxíteles*,
célebre escultor da Grécia.
(Lat. _Praxíteles_)
*Prosérpina*,
mulhér de Plutão, deus dos Infernos, segundo a Mythologia.
(Lat. _Prosérpina_)
R
*Reinaldo*, (e não *Reynaldo*)
nome de homem.
(B. lat. _Rainaldus_. Cf. Du-Cange, _Gloss._, vb. _chella_)
*Rhódope*,
famosa cortesan da Thrácia, em tempo de Esopo.
(Lat. _Rhódope_)
*Ródope*,
famosa cortesan da Thrácia, em tempo de Esopo.
(Lat. _Rhódope_)
S
*Sara*, (e não *Sarah*)
personagem bíblica, mulhér de Abrahão.
*Sardanapalo*, (_pá_, e não _ná_)
Rei da Assýria.
(Lat. _Sardanapálus_)
*Sátiro*, (e jámais *Satýro*, ou *Satíro*, como assinam indivíduos da
nossa terra)
(Lat. _Sátyrus_)
*Sátyro*, (e jámais *Satýro*, ou *Satíro*, como assinam indivíduos da
nossa terra)
(Lat. _Sátyrus_)
*Savonarola*, (_naró_, e não *Savonárola*)
célebre prègador dominicano, que foi accusado de heresia e queimado vivo
em 1498.
(N. it.)
*Sêneca*,
philosópho, preceptor de Nero, e filho de um rhetórico do mesmo nome.
(Lat. _Sêneca_)
*Sísifo*,
personagem mythológica.
(Lat. _Sisyphus_)
*Sísypho*,
personagem mythológica.
(Lat. _Sisyphus_)
*Sófocles*,
grande poéta trágico da Grécia antiga.
(Lat. _Sóphocles_)
*Sóphocles*,
grande poéta trágico da Grécia antiga.
(Lat. _Sóphocles_)
T
*Tamerlão*, (e não *Tarmelan*)
célebre conquistador tártaro do séc. XIV.
*Temístocles*,
antigo general atheniense, vencedor dos Persas.
(Lat. _Themístocles_)
*Temudo*, (e não *Themudo*)
appellido português.
(De _temudo_, particípio ant. de _temer_)
*Teresa*, (e não *Theresa* nem *Thereza*)
nome de mulhér.
(Na Idade-Média, _Tareja_, _Taresia_, _Teresa_, etc.)
*Themístocles*,
antigo general atheniense, vencedor dos Persas.
(Lat. _Themístocles).
*Thomás*, (e não *Thomaz*)
nome de homem.
(Lat. _Thomas_)
*Tiago*,
nome de homem.--_Thiago_ é êrro crasso.
(De _Santo Iago_ < _Sant'Iago_ < _San-Tiago_ < _Tiago_)
*Tisífone*,
figura mythológica, uma das Fúrias.
(Lat. _Tisíphone_)
*Tisíphone*,
figura mythológica, uma das Fúrias.
(Lat. _Tisíphone_)
*Triptólemo*,
inventor da Agricultura, segundo a Mythologia.
(Lat. _Triptólemus_)
*Tomás*, (e não *Thomaz*)
nome de homem.
(Lat. _Thomas_)
Z
*Zópiro*,
nome de um persa, que se mutilou, para entregar Babylónia a Dario.
(Lat. _Zópyrus_)
*Zópyro*,
nome de um persa, que se mutilou, para entregar Babylónia a Dario.
(Lat. _Zópyrus_)
Notas:
[1] De passagem advertirei que ao diccionarista consciencioso mais de
uma vez se deparam difficuldades no registo dos vocábulos brasílicos.
Como os Tupis não tinham língua escrita, muitos vocábulos, que delles
procederam, apparecem hoje escritos por mais de uma fórma, segundo o
arbítrio de quem escreve. Assim é que,--referindo-me apenas a alguns
vocábulos da letra G,--vejo na imprensa do Brasil as variantes _gopiara_
e _gupiara_, _gariroba_ e _guariroba_, _gurandirana_ e _guarandirana_,
_gurejuba_ e _gurijuba_, _guaiamum_ e _goiamum_, _goiaba_ e _guayaba_
(fórma preferida por Beaurepaire-Rohan), etc.
Sobretudo longe do Brasil, não é nada fácil decidir qual das variantes
de um vocábulo brasílico é a exacta ou, pelo menos, a preferível. Em
taes condições, julgo que andei bem avisado, registando as variantes que
se me depararam, e remetendo o leitor para a fórma vocabular, que mais
corrente se me afigurava. A exegese dos eruditos brasileiros,--que os há
e muitos,--poderá resolver a dúvida em última instância, e os seus
acórdãos acatarei como devo.
(_Nota desta 2.^a edição_).
[2] O finado proprietário da casa editora _Tavares Cardoso & Irmão_, Sr.
Avelino Tavares Cardoso.
[3] Sobretudo nesta nova edição, embora succintamente, pude abonar com
textos dos mestres o emprêgo e as accepções de milhares de vocábulos
menos vulgares, ou pouco conhecidos; e rara é a pagina, em que certas
accepções vocabulares não sejam acompanhadas de exemplos,--o que sem
dúvida representa um dos mais sensíveis melhoramentos desta edição.
(_Nota desta nova edição_).
[4] Escrevia-se isto em 1899. Annos depois, foi officialmente adoptado
um processo orthográphico de simplificação, que aboliu as consoantes
geminadas, o _y_, o _k_, os grupos _ph_, _th_, _rh_, _ch_ (=_k_), etc.
Nesta nova edição portanto, a par das palavras que, etymologicamente e
segundo o uso, tem consoantes geminadas, regista-se a correspondente
fórma simplificada.
(_Nota da nova edição_).
[5] Cf. C. de Figueiredo, _Vícios da Linguagem Médica_, 1 vol. de 291
pág. Lisboa, 1910.
(_Nota desta nova edição_).
[6] A propósito da orthographia portuguesa, deu-se, entre a 1.^a e 2.^a
edição do presente _Diccionário_, um acontecimento memorável, que me
cumpre registar neste ponto.
Em Portaria do Govêrno, de 15 de Fevereiro de 1911, foi nomeada uma
Commissão, encarregada de fixar as bases da orthographia que deve sêr
adoptada nas escolas e nos documentos e publicações officiaes. Essa
Commissão era composta de D. Carolina Michaëlis, Gonçalves Viana,
Candido de Figueiredo, Adolfo Coelho, Leite de Vasconcelos, e foram-lhe
depois aggregados Ribeiro de Vasconcelos, Gonçalves Guimarães, Epifânio
Dias, Júlio Moreira, J. J. Nunes e Borges Graínha.
Essa Commissão, em 23 de Agosto do mesmo anno, apresentou o seu
relatório, firmado pelos vogaes residentes em Lisbòa, com prévia
audiência e assenso dos vogaes ausentes; e dias depois, em Portaria de 1
de Setembro, mandava o Govêrno que a reforma ortográphica, proposta
naquelle relatório, fôsse adoptada nas escolas e nos documentos e
publicações officiaes.
Eis a súmmula desta reforma, ou a sýnthese dos seus pontos capitaes:
1.^o--Não se duplicam consoantes.--Portanto, _beleza_, _aprovar_,
_imediato_, _abade_, _Melo_, _Matos_, _Mota_...
2.^o--Simplificam-se e substituem-se os grupos _ph_, _th_, _rh_, _ch_
(com o valor de _k_).--Portanto, _filosofia_, _teatro_, _reumatismo_,
_quimera_, _química_, _corografia_.
3.^o--Não se emprega _y_, nem _k_, nem _w_.--Portanto, _lira_,
_martírio_, _calendário_, _Venceslau_... Exceptuam-se só os vocábulos
derivados de nomes próprios estrangeiros, como _byroniano_, _kantismo_,
_wiclefitas_...
4.^o--Dentro de vocábulos não se escreve _h_. Portanto, _inerente_,
_inibir_, _inábil_, _compreender_, _inumano_...
5.^o--Os ditongos oraes, _ae_, _áo_, _éo_, _óe_, substituem-se por _ai_,
_au_, _éu_, _ói_.--Portanto, _pai_, _pais_, _jornais_, _marau_,
_chapéu_, _herói_, _anzóis_...
6.^o--Evitam-se consoantes inúteis.--Portanto, _escritura_, _escritor_,
_escultura_, _distrito_, _salmo_, _luta_...
Exceptuam-se os casos, em que a consoante, embora se não pronuncie, tem
a utilidade de significar que é aberta a vogal que a precede, como em
_exceptuar_, _rectidão_, _redacção_, _direcção_, _actor_, etc., e nos
vocábulos das mesmas familias: _excepto_, _recto_, _redactor_,
_directo_, _actuar_...
7.^o--O pronome pessoal enclítico _lo_ liga-se aos verbos por um
traço.--Portanto, _tu faze-lo e eu não posso fazê-lo_; _louvá-lo_;
_ouvimo-lo_...
8.^o--O emprêgo do _s_ e do _z_ é regulado pela etimologia e pelas
tradições da língua.--Portanto, _português_, _francês_, _cortês_,
_freguês_, _defesa_, _empresa_; e ao mesmo tempo, _natureza_, _beleza_,
_civilizar_, _realizar_, _organizar_, _vez_, _talvez_... Em caso de
dúvida, há ainda o recurso dos bons diccionários e vocabulários,
organizados depois que é conhecida entre nós a sciência da linguagem,
isto é, nos últimos vinte ou trinta annos.
9.^o--Escreve-se _igreja_, _idade_, _igual_.
10.^o--Acentuam-se graficamente todos os vocábulos
esdrúxulos.--Portanto, _pálido_, _túmulo_, _crisântemo_, _lêvedo_,
_hipódromo_, _velódromo_, _diário_, _África_... Acentuam-se os
homógrafos, não homofónicos, pois há _séde_ e _sêde_, _govérno_ e
_govêrno_, _dúvida_ e _duvida_, etc. O acento grave pertence ás vogais
abertas, não tónicas. Portanto, _còrado_, _prègador_, _pègada_... E
também se póde empregar para desfazer ditongo, como em _proìbir_,
_miùdamente_; e para mostrar que o _u_ se pronuncia depois de _g_ ou
_q_, como em _agùentar_, _freqùente_... (quando convenha representar a
pronúncia, especialmente no ensino primário).
Esta reforma entrou immediatamente em execução, e, felizmente, ainda
fóra dos domínios officiaes, está sendo espontanea, e, mais ou menos
rigorosamente, praticada por numerosos publicistas e jornalistas.
Para a sua melhor execução, publicaram-se dois vocabulários, o de
Gonçalves Viana e o de Xavier Rodrigues, sob os auspícios da Commissão
reformadora.
Como subscritor da reforma e velho propangandista da simplificação
orthográphica, recebi conselhos e pedidos, para que a nova edição do
presente diccionário se subordinasse inteiramente a essa reforma, na
disposição alphabética dos vocábulos e na matéria do texto.
Bem intencionadas eram decerto essas solicitações; e, se a presente
edição se fizesse daqui a dez ou vinte annos, é natural que os factos me
levassem a acceitá-las e a deferí-las, visto que, segundo creio, dentro
de alguns annos, a simplificação orthográphica, sem demasias irritantes
e sem radicalismos nocívos, será naturalmente dominante em Portugal e no
Brasil, e os diccionários de então deverão subordinar-se aos factos.
Mas os factos de hoje aconselham outra coisa. Como se não trata de um
simples vocabulário de propaganda, mas de um diccionário da língua, a
cujo autor impende o estricto dever de representar a actualidade
gráphica do idioma, imprudência sería tomar como enraizada desde já, e
geralmente, a simplificação orthográphica, e fazer de conta que não
existiram as graphias de Herculano, Castilho e Latino, e ainda as da
maioria dos que, no momento actual, escrevem português, aquém e além do
Atlântico.
Um diccionário tem de sêr o registo dos factos da língua; e os factos
são que a chamada até agora _orthographia usual_ é por ora aceita, e
sê-lo-á, por algum tempo, pela grande maioria dos que escrevem. Bastará
ponderar-se que, embora a Academia Brasileira haja preconizado e
praticado já uma reforma, que essencialmente não differe da portuguesa,
a maioria dos milhões de indivíduos que na América falam a nossa lingua,
ainda não praticam a simplificação adoptada pelo Govêrno português e
pela Academia Brasileira.
Ora, um diccionário é livro para todos, e tem de subordinar-se aos
factos mais geraes da língua; pelo que, tenho de manter a orthographia
mais usual, á parte as fórmas erróneas, que procuro corrigir. Mas, como
também é um facto a adopção official da orthographia simplificada e a
adopção della, por parte de muitos e autorizados publicístas, registo a
par as fórmas usuaes e as fórmas simplificadas, sempre que o vocábulo é
susceptível de variantes legítimas: _philósopho_ e _filósofo_, _lyra_ e
_lira_, _theatro_ e _teatro_, _Chímica_ e _Química_, _inherente_ e
_inerente_, etc.
Assim, encontra aqui o leitor as fórmas mais usuaes entre os escritores
modernos; e o partidário menos perito da simplificação orthographica
encontra, a par daquellas fórmas, as fórmas simplificadas, quando as
usuaes possam sêr substituidas por fórmas simples.
De maneira que, sob êste ponto de vista, a obra deverá satisfazer os
_etymologistas_, os _usualistas_, os _simplificacionistas_ e todos os
que queiram vêr registadas as graphias que mais lhes aprazam, sob a
condição de serem legítimas.
(_Nota da presente edição_).
[7] A última reforma orthográphica, approvada officialmente, preceituou,
por maioria de votos da Commissão reformadora, que em vez de trema, se
use acento grave. É respeitável o preceito, mas achará difficuldades,
que o trema não encontra.
(_Nota desta nova edição_).
[8] De acordo com a última reforma orthográphica, a que também está
ligada a minha responsabilidade, simplifiquei um pouco, nesta nova
edição, a accentuação gráphica, fóra dos casos em que ella é da maior
vantagem, como nos vocábulos esdrúxulos, nos termos homógraphos mas não
homophónicos, (_sêde_ e _séde_, _vária_ e _varía_), etc.
E assim também, como seja regra que é fechada a vogal tónica da
desinência _oso_, _formoso_, _idoso_, etc., julguei aqui dispensável a
accentuação gráphica e até a indicação parenthética do valor da vogal
tónica. Como é regra sêr aberta a vogal tónica da desinência _osa_,
(_formosa_, _rosa_, etc.) acentuo as excepções: _espôsa_, etc.
Da mesma fórma, sendo geralmente fechadas as vogaes tónicas das
desinências _or_ e _er_, (_senhor_, _compor_, _doutor_, _comer_,
_dizer_, _perder_), acentuo graphicamente as excepções: _majór_,
_melhór_, _colhér_, _malmequér_...
(_Nota desta nova edição._)
[9] Nesta nova edição, novos e numerosos melhoramentos e correcções
recaíram na parte etymológica, que também foi simplificada,
restringindo-se ás fontes próximas, e pondo de lado as remotas, que só
podem interessar a philólogos e não ao commum dos leitores.
(_Nota desta nova edição_).
[10] Neste parecer, como trabalho de responsabilidade collectiva,
segue-se ortographia que não é a preferida pelo respectivo e douto
relator.
C. de F.
[11] Que Madagascar é d'alguns chamada
Lusíadas, X, 137
A Quiloa fertil aspero castigo
Ibid. X, 26.
Em todos os versos do poema em que vem mencionado êste nome a medição
exige a accentuação _Quíloa_.--V. Os Lusíadas, (edição anotada por F.
Sales de Lencastre, Lisboa, Imprensa Nacional, 1892, p. 55). Os Ingleses
escrevem _Kilwa_, modernamente.
[12] Embora os Latinos não conhecessem o nosso accento agudo nem o
circunflexo, adoptam-se êstes aqui nas syllabas tónicas de vocábulos
latinos, para melhór comprehensão de leitores menos letrados.
*** END OF THE PROJECT GUTENBERG EBOOK NOVO DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA ***
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the following which you do or cause to occur: (a) distribution of this
or any Project Gutenberg work, (b) alteration, modification, or
additions or deletions to any Project Gutenberg work, and (c) any
Defect you cause.
Section 2. Information about the Mission of Project Gutenberg
Project Gutenberg is synonymous with the free distribution of
electronic works in formats readable by the widest variety of
computers including obsolete, old, middle-aged and new computers. It
exists because of the efforts of hundreds of volunteers and donations
from people in all walks of life.
Volunteers and financial support to provide volunteers with the
assistance they need are critical to reaching Project Gutenberg’s
goals and ensuring that the Project Gutenberg collection will
remain freely available for generations to come. In 2001, the Project
Gutenberg Literary Archive Foundation was created to provide a secure
and permanent future for Project Gutenberg and future
generations. To learn more about the Project Gutenberg Literary
Archive Foundation and how your efforts and donations can help, see
Sections 3 and 4 and the Foundation information page at www.gutenberg.org.
Section 3. Information about the Project Gutenberg Literary Archive Foundation
The Project Gutenberg Literary Archive Foundation is a non-profit
501(c)(3) educational corporation organized under the laws of the
state of Mississippi and granted tax exempt status by the Internal
Revenue Service. The Foundation’s EIN or federal tax identification
number is 64-6221541. Contributions to the Project Gutenberg Literary
Archive Foundation are tax deductible to the full extent permitted by
U.S. federal laws and your state’s laws.
The Foundation’s business office is located at 41 Watchung Plaza #516,
Montclair NJ 07042, USA, +1 (862) 621-9288. Email contact links and up
to date contact information can be found at the Foundation’s website
and official page at www.gutenberg.org/contact
Section 4. Information about Donations to the Project Gutenberg
Literary Archive Foundation
Project Gutenberg™ depends upon and cannot survive without widespread
public support and donations to carry out its mission of
increasing the number of public domain and licensed works that can be
freely distributed in machine-readable form accessible by the widest
array of equipment including outdated equipment. Many small donations
($1 to $5,000) are particularly important to maintaining tax exempt
status with the IRS.
The Foundation is committed to complying with the laws regulating
charities and charitable donations in all 50 states of the United
States. Compliance requirements are not uniform and it takes a
considerable effort, much paperwork and many fees to meet and keep up
with these requirements. We do not solicit donations in locations
where we have not received written confirmation of compliance. To SEND
DONATIONS or determine the status of compliance for any particular state
visit www.gutenberg.org/donate.
While we cannot and do not solicit contributions from states where we
have not met the solicitation requirements, we know of no prohibition
against accepting unsolicited donations from donors in such states who
approach us with offers to donate.
International donations are gratefully accepted, but we cannot make
any statements concerning tax treatment of donations received from
outside the United States. U.S. laws alone swamp our small staff.
Please check the Project Gutenberg web pages for current donation
methods and addresses. Donations are accepted in a number of other
ways including checks, online payments and credit card donations. To
donate, please visit: www.gutenberg.org/donate.
Section 5. General Information About Project Gutenberg electronic works
Professor Michael S. Hart was the originator of the Project
Gutenberg concept of a library of electronic works that could be
freely shared with anyone. For forty years, he produced and
distributed Project Gutenberg eBooks with only a loose network of
volunteer support.
Project Gutenberg eBooks are often created from several printed
editions, all of which are confirmed as not protected by copyright in
the U.S. unless a copyright notice is included. Thus, we do not
necessarily keep eBooks in compliance with any particular paper
edition.
Most people start at our website which has the main PG search
facility: www.gutenberg.org.
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